Comité europeu procura novos parceiros para levar medicamentos para a Ucrânia

O Comité de Saúde da Associação Empresarial Europeia explica que procura “manter o stock de medicamentos e atender aos pedidos dos pacientes a um nível adequado”.

Chip East / Reuters

Membros do Comité de Saúde da Associação Empresarial Europeia (EBA, sigla em inglês) estão a procurar novos parceiros logísticos para entregar medicamentos à Ucrânia.

“A logística de fornecimento de medicamentos para a Ucrânia é um assunto muito sensível e, infelizmente, incerto. A maioria das empresas de transporte internacional recusa-se a ir para a Ucrânia, o que cria dificuldades consideráveis ​​para as exportações farmacêuticas para a Ucrânia e exige a procura por novos parceiros”, aponta o comité citado pela “Interfax”.

Antes de 24 de fevereiro de 2022, ou seja ainda antes do começo do conflito, a maioria das empresas tinha stock em armazéns na Ucrânia, o que era suficiente para 45 a 60 dias, ou até mais.

“Procuramos manter o stock de medicamentos e atender aos pedidos dos pacientes no nível adequado. A EBA recorreu às empresas internacionais de logística e está envolvida numa comunicação ativa para reconstruir as cadeias logísticas e entregar produtos farmacêuticos. Percebemos a necessidade humanitária crítica de garantir o fornecimento de medicamentos e produtos médicos para a Ucrânia”, afirmou.

As empresas de medicamentos não estão a suspender as operações na Ucrânia, em vez disso, estão em contato com o Ministério da Saúde ucraniano, administrações militares e organizações voluntárias para conceder solicitações e prestar assistência.

A EBA “aguarda uma política cuidadosamente considerada das autoridades em relação aos líderes farmacêuticos globais de forma a evitar a pressão fiscal extra que seria irracional devido a possíveis consequências para o mercado ucraniano”.

“Este tipo de abordagem demonstraria a compreensão de processos complexos por parte das empresas farmacêuticas globais, incluindo a análise dos riscos comerciais existentes em vários mercados”, afirmou o comité.

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