Companhia das Agulhas. Escola de costura e malha abre no Bairro Azul

Sofia Craveiro e Maria João Albuquerque investiram perto de 20 mil euros na Companhia das Agulhas, que pensam amortizar ao fim do primeiro ano de atividade. As micro empresárias apostam em ter um negócio sustentável. A frase, a letra bem desenhada, por baixo da máquina de costura, na janela da cave esquerda do edifício art […]


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Sofia Craveiro e Maria João Albuquerque investiram perto de 20 mil euros na Companhia das Agulhas, que pensam amortizar ao fim do primeiro ano de atividade. As micro empresárias apostam em ter um negócio sustentável.

A frase, a letra bem desenhada, por baixo da máquina de costura, na janela da cave esquerda do edifício art déco dá-nos uma ideia do lugar. Estamos no Bairro Azul, em Lisboa, e a Companhia das Agulhas é uma escola. Uma escola de artes e ofícios, onde a sala um foi substituída pela sala de tricot, a sala dois deu lugar à sala de corte e modelagem e, em vez de um laboratório de Física, há uma sala de costura. Nas traseiras, um pátio espaçoso onde brincam crianças. Este é outro aspeto singular da escola, onde os filhos pequenos podem acompanhar as mães.

“Crescemos a ver a família com uma agulha na mão, identificamo-nos com isto”, conta ao OJE Sofia Craveiro, de 37 anos, engenheira do Ambiente de profissão, micro empresária por opção. O mesmo aconteceu a Maria João Albuquerque, de 34 anos de idade, que, para trás, deixou a gestão hoteleira. Maria João e Sofia são ambas mães. Sentindo-se pouco realizadas profissionalmente, a vida acabou por uni-las na vontade de criar um negócio próprio justamente naquilo que mais gostam de fazer.

A Companhia das Agulhas abriu dia 7 de setembro e por lá já passaram mais de 40 pessoas, das quais muito poucas não irão voltar. Na fidelização do cliente, perdão, do estudante, está, de resto, um dos trunfos do negócio.

“Um workshop é pouco”, diz quem se inscreveu ainda antes de a escola estar aberta e nela promete ir ficando. Raquel David, controller financeira na Bayer, aproveita a licença de maternidade para praticar o hobby. Vem dois dias por semana ao Bairro Azul e não tem mãos a medir. Realizou um primeiro workshop de Modelagem, no âmbito do qual irá fazer uma saia. No patchwork, fez já uma mantinha e, quando esta notícia sair, provavelmente já terá terminado um casaquinho para o Manuel, que a acompanha.

Raquel optou por fazer um “mix” de aulas, mas poderia ter sido outra a escolha. “Flexibilidade é a palavra-chave na Companhia das Agulhas”, vinca Maria João Albuquerque. Com efeito, é possível inscrever-se num mês e, durante o mesmo mês, aprender várias das artes ministradas. Há aulas para todos os níveis e a escola dispõe de todo o equipamento para a passagem da teoria à prática, podendo igualmente disponibilizar o material que venha a ser necessário. Está também previsto, uma vez por mês, existirem aulas com opções para pais e filhos, incluindo as crianças, numa atividade em família.

A escola integra várias áreas e projetos conjuntos. Por lá, poderão encontrar cursos, workshops e até aulas livres de corte, costura e modelagem, bordados, tricot, crochet, design de moda, drapping, patchwork e costura criativa.

Com nove professores formados e com experiência, a Companhia das Agulhas tem uma equipa apaixonada pelo que faz e que aqui pretende partilhar o seu conhecimento, promovendo um estilo de vida feito à mão implementando o do “it yourself” e o “upcycling” (reciclagem criativa de roupa).

Para lançar a Companhia das Agulhas, Sofia e Maria João ainda equacionaram a hipótese de recorrer a um financiamento, mas o período de candidaturas já tinha encerrado. Em alternativa, viraram-se para dentro de portas, para a poupança familiar. No total, investiram no projeto entre 15 mil a 20 mil euros, a maior parte dos quais destinados à compra de equipamentos de costura. Já o mobiliário foi resgatado da arrecadação, onde aguardava um destino mais interessante.

Sofia e Maria João fizeram tudo como aconselham as normas, a começar por um plano de negócios, que acreditam que vai ser cumprido. “Daqui por um ano, queremos ter amortizado o investimento”, vinca Sofia Craveiro.

Depois será tempo de fazer dinheiro, não muito, bem entendido, mas o suficiente para custear despesas e pagar salários. Para ser sustentável, que é, ao fim e ao cabo, o mais importante em qualquer negócio seja ele grande, médio ou pequeno.

Por Almerinda Romeira/OJE

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