Competências críticas para um futuro incerto e em aceleração

As organizações devem ser eficientes, otimizar recursos e executar a sua visão estratégica e, simultaneamente, explorar portefólios de novas ideias e oportunidades.

Vivemos num mundo cada vez mais turbulento, imprevisível, complexo e em forte aceleração. Estas características têm-se vindo a intensificar pressionando-nos a todos a “funcionar”, agir e a mantermos a nossa relevância, e em alguns casos a nossa própria existência, num ambiente cada vez mais desafiante.

Neste contexto as organizações, os seus líderes e profissionais devem ser capazes de dominar um conjunto de competências, conceitos e ferramentas que lhes permitam estar preparados para um mundo com as características acima enunciadas.

‘Futures’, ‘Systemic and Exponencial Thinking’

As organizações e os seus líderes devem ter uma atitude proactiva e ser capazes de pensar e agir sobre o futuro de forma holística, sistemática e útil. Isto implica dominar conceitos e ferramentas de Strategic Foresight (Megatendências, Weak Signals, Wild Cards, Incertezas, Cenários e Horizon Scanning, etc.) colocando-os ao serviço da ação e tomada de decisão.

Dominar os novos paradigmas da Estratégia e Inovação

As organizações têm cada vez mais que aprender a ser “ambidestras”. Ou seja, devem ser eficientes, otimizar recursos e executar a sua visão estratégica e, simultaneamente, explorar portefólios de novas ideias, oportunidades e projetos que possam ser a base de novas avenidas de crescimento.

Isto significa trabalhar em múltiplos horizontes temporais e portefólios de projetos que podem ser mais incrementais ou transformacionais. Saber gerir estes processos de transformação alinhando-os com a estratégia global da organização e desenhar Roadmaps Estratégicos é algo fundamental para qualquer organização e líder do futuro.

‘Design Thinking’, Empreendedorismo e Agilidade Estratégica

A aceleração da realidade e a imprevisibilidade crescente fez com que princípios e conceitos que há alguns anos eram pontuais em algumas empresas, se tornassem cada vez mais críticos e centrais. Entre estes, podemos identificar a centralidade crescente em torno do utilizador e do cliente, a experimentação e prototipagem rápida (vd. Minimum Viable Products), a aposta em iterações contínuas com o utilizador e o abandono de abordagens longas (waterfall), a capacidade de fazer o pivoting em momentos críticos do desenvolvimento de novos modelos de negócio, ou a crescente aposta em equipas de trabalho multidisciplinares (Squads) que combinam perfis técnicos (developers), de gestão de produto e de design.

Future-Proof Leaders

Uma nota para a importância de integrarmos estas novas tendências, atitudes e comportamentos num estilo de liderança ágil, adaptativo e autêntico. A possibilidade de fazermos um Future-Proof Leader Assessment, podendo o mesmo afirmar-se como um guião para aprendermos a liderar em cenários disruptivos tendo em conta os nossos perfis pessoais e profissionais, é uma experiência que recomendo.

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