Compra de ativos do BCE deverá começar a abrandar no final de 2017, segundo analistas

Esmagadora maioria dos economistas sondados pela Bloomberg acredita que o pacote de compra de ativos deverá ser prolongado até setembro do próximo ano.

O impulso que o governador do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, se prepara para dar à economia da zona euro na reunião de amanhã, ao prolongar o programa de compra de activos, poderá ser o último, de acordo com três quartos dos 76 economistas sondados pela agência Bloomberg.

O ligeiro aumento da inflação e o moderado crescimento económico darão espaço a Draghi para começar a abrandar o programa da compra de ativos no final de 2017, segundo estes especialistas.

“Os economistas têm antecipado expectativas para quando o BCE vai começar a diminuir o estímulo. Não será apenas devido ao fator isolado da inflação. Temos de olhar para a ‘global picture’, incluindo o cenário económico, a inflação e as expetativas”, explicou Holger Sandte, analista-chefe da Nordea Markets, em Copenhaga, à Bloomberg.

Quase 90% dos economistas consultado prevê que o programa de compra de ativos deverá prolongar-se para além de março de 2017. Este program tem consiste na compra de 80.000 milhões de euros de activos por mês, embora limitado a obrigações com ‘yields’ acima -0,4%.

“O BCE deverá extender o programa… por mais seis meses”, disse Ben May, economista da Oxford Economics, adiantando que com o crescimento da economia da zona euro e a inflação a subir de forma constante em 2017, espera “que dezembro marcará o último grande pacote de decisões não-convencionais do BCE.”

A reunião deverá também ser marcada pela demissão do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, após a vitória do ‘Não’ no referendo constitucional de domingo passado. Este resultado poderá colocar maior pressão sobre o BCE , aliado aos receios de um crescimento dos movimentos populistas na Europa e de um eventual período de instabilidade na zona euro.

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