Comprar um apartamento de 90m2 em Lisboa custava mais do dobro da média nacional em 2022

Na capital portuguesa o preço era de 375.480 euros, enquanto na média nacional o valor é de e 152.159 euros. Em Lisboa, a taxa de esforço aumentou dos 48% em 2019, para o 67% no último ano.

Os preços das casas para compra no país têm vindo num crescimento constante nos últimos anos e em Lisboa, o valor de um apartamento registou um aumento de 70 mil euros entre 2019 e 2022. Este é um dos dados que fazem parte do estudo de “Acessibilidade à Habitação em Portugal” divulgado pela Century 21 Portugal esta sexta-feira, 3 de fevereiro.

No último ano antes da pandemia, um apartamento com 90m2 em Lisboa custava 305.429 euros, sendo que no último ano esse valor fixou-se nos 375.480 euros, mais do dobro do preço médio de venda nacional que em 2022 era de 152.159 euros. Em Lisboa, a taxa de esforço aumentou dos 48% em 2019, para o 67% no último ano.

No entanto, esta subida de preços foi ainda maior na cidade do Porto, que viu um apartamento da mesma dimensão passar dos 164.714 euros em 2019, para os 250.020 euros no ano passado, num aumento total de 85.306 euros, sendo que a taxa esforço cresceu dos 30%, para os 50%.

Com um valor de apartamento de 90m2 acima dos 200 mil euros ficou também a região do Algarve, cujo preço subiu dos 163.625 euros em 2019, para os 223.470 em 2022, com a taxa de esforço a aumentar dos 35% para os 57%.

No que diz respeito às prestações mensais, Lisboa foi a única cidade onde a compra de uma casa de 90 m2 com recurso a um financiamento soma atualmente um encargo superior a 1.300 euros, seguida pelo Porto, com 881 euros e o Algarve com 732 euros. Nas restantes capitais de distrito, este encargo não ultrapassou os 600 euros, e na maioria dos casos é inferior a 400 euros.

Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, refere que “o mercado imobiliário e as necessidades de habitação não devem ser analisados isoladamente sem ter em consideração outras dimensões económicas e sociais, nomeadamente a evolução demográfica do País. A AML e o Algarve foram as únicas regiões onde se registou um aumento da população, de acordo com o Censos 2021. O desafio reside naconcentração urbana nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e no aumento de população residente no Algarve. Esta movimentação das famílias provoca um incremento da procura e uma maior pressão sobre uma oferta de habitação já insuficiente e pouco ajustada à classe média, nestas regiões”.

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