Comunicações. Serviços convergentes geram mais de 1,2 mil milhões de euros em receitas até setembro

A receita média mensal por subscritor é atualmente de 34,7 euros. A NOS é o operador com maior quota de receita (41,1%), mas é a Meo que tem a maior quota de mercado (40,5%). Mais de 50% dos subscritores de pacotes de serviços pagam por um pacote 4/5P.

Edifício-sede da Autoridade Nacional de Comunicações, em Lisboa

Os pacotes de serviços convergentes geraram uma receita total de 1.293 milhões para os operadores de telecomunicações, nos primeiros nove meses do ano, segundo dados da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) revelados esta quinta-feira.

O valor divulgado hoje pelo regulador das comunicações representou um crescimento de 5,2%, face à receita criada em igual período de 2019. Dos mais de 1,2 mil milhões de euros captados pelos operadores, 63,1% correspondem a ofertas 4/5P – pacotes que oferecem, pelo menos, serviços combinados de televisão, internet, voz fixa e voz móvel.

Segundo a Anacom, a receita média mensal por subscritor ascende hoje aos 34,7 euros.

Observando apenas os dados do terceiro trimestre, a NOS foi o operador que reuniu maior quota de receita, nomeadamente 41,1%, seguindo-se a Meo (40,7%), a Vodafone (15,6%) e a Nowo/ONI (2,5%).

Em termos homólogos, a Vodafone foi o único operador que viu a sua quota de receita crescer, designadamente, 1,5 pontos percentuais. Em oposição, NOS (-0,7 pontos percentuais), Meo (-0,4 pontos percentuais) e a Nowo/Oni (-0,04 pontos percentuais) viram a sua quota de receita cair.

Mais de 50% dos subscritores de pacotes de serviços têm um pacote 4/5P
No final de setembro, a Anacom registava 4,2 milhões de subscritores de pacotes de serviços convergentes, mais 183 mil assinantes (4,5%) em termos homólogos.

“As ofertas 4/5P foram as mais utilizadas, atingindo, no final de setembro, 2,1 milhões de subscritores (50,1%), seguindo-se as ofertas 3P, com 1,7 milhões de subscritores (40,2%). O crescimento percentual das ofertas 4/5P (6%) abrandou face ao registado em 2019 (12,5%)”, indica a Anacom.

Ora, o maior crescimento de assinantes foi verificado nas ofertas 4/5P, “com mais 119 mil subscritores” no terceiro trimestre. As ofertas 3P conquistaram apenas mais 83 mil subscritores, enquanto as ofertas 2P registaram perderam 19 mil subscritores, em termos homólogos.

No final do terceiro trimestre, a Meo era o operador com maior quota de mercado, sendo que 40,5% dos 4,2 milhões de subscritores assinavam um pacotes de serviços convergentes da empresa da Altice. A quota de mercado da NOS é de 36,8%, da Vodafone é de 19% e da Nowo/Oni é de 3,6%.

 

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