“Concorro para vencer as eleições e ver renovada a confiança dos portugueses”, diz Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa entregou no Tribunal Constitucional a sua lista de assinaturas para a recandidatura à Presidência da República, dizendo à saída que não pretende gastar mais do que 25 mil euros na sua campanha.

Miguel Figueiredo Lopes/Presidência da República handout via Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa está confiante na vitória para as eleições presidenciais que se realizam a 24 de janeiro. O Presidente da República entregou esta quarta-feira, 23 de dezembro a lista de assinaturas para a sua recandidatura.

Questionado pelos jornalistas à saída sobre se uma vitória numa eventual segunda volta seria uma derrota, Marcelo referiu que “concorro para vencer as eleições, servir o país e ver renovada a confiança dos portugueses, e eles decidirão em que termos isso acontece”.

O Presidente da República diz que ainda não tem nada planeada a campanha presidencial. “Agora temos um período de entrevistas e no começo do ano um longo período de debates que vai ser alongado, porque quero fazer debates com outros candidatos que não estão na programação existente. Depois na qualidade de Presidente da República tenho a possível renovação do estado de emergência duas vezes, uma durante os debates e outra já em campanha eleitoral. Tudo isso tem de ser condicionado”, explicou.

Marcelo Rebelo de Sousa rejeitou também responder às criticas de Ana Gomes que acusou o Presidente da República de instrumentalização do diretor da PSP no caso SEF e do Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita só estar seguro no lugar por António Costa.

“Hoje estou a entregar a candidatura e não estou a pronunciar-me sobre aquilo que é o entendimento e opinião legítima dos candidatos. Haverá muitas ocasiões no futuro próximo”, frisou.

Sobre o valor que pretende gastar durante a sua campanha, Marcelo Rebelo de Sousa assumiu que não pretende gastar mais do que 25 mil euros.

Recomendadas

Susana Coroado: “Há uma tolerância dos portugueses para com o conceito de ‘rouba mas faz'”

Políticos escondidos atrás da lei sem conseguir construir pontes de confiança com os cidadãos e eleitores com um alto grau de tolerância ao conceito de “rouba mas faz”. Susana Coroado, uma das coordenadoras do estudo “Ética e integridade na política”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, explica nesta “Fast Talk” as principais conclusões apuradas de inquéritos a políticos e eleitores.

Montenegro acusa PS de pôr “pessoas ao serviço do Estado”

O líder social-democrata, Luís Montenegro, considerou no domingo que a característica da governação socialista de ter “as pessoas ao serviço do Estado” é o contrário da visão política de Francisco Sá Carneiro que esteve na génese do PSD.

“Trocas de favores”, nepotismo e benefícios na política incomodam mais do que corrupção propriamente dita, revela estudo

O estudo da FFMS conclui que “uma parte significativa dos cidadãos parece aderir à máxima “rouba, mas faz”. Quanto às medidas autorregulatórias implementadas em Portugal, os avanços têm sido provocados por pressão exógena, isto é, em resposta a escândalos ou a advertências de organizações internacionais.
Comentários