Confederação do Turismo preocupada com “impacto económico” das medidas para conter a Covid-19

Segundo Francisco Calheiros, a situação “é uma bola de neve que está a crescer e as empresas do Turismo vão vendo cada vez menos a luz ao fundo do túnel”.

Cristina Bernardo

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) está preocupada com o “impacto económico” das medidas anunciadas pelo Governo para conter a pandemia e exigiu mais apoios para compensar quebras na atividade, de acordo com um comunicado.

Na informação divulgada esta quarta-feira, a CTP “perante a atual situação pandémica no país, percebe a necessidade de novas medidas de caráter sanitário anunciadas ontem [terça-feira] pelo Governo, mas não deixa de frisar os impactos das decisões anunciadas nas atividades ligadas ao Turismo, que mais uma vez é a atividade económica mais afetada por medidas que visam diminuir impactos da pandemia”.

A confederação dá ainda conta da “sua grande preocupação pelo facto de as medidas restritivas anunciadas ontem [terça-feira] pelo Governo não serem acompanhadas por soluções de apoio às empresas, que amenizem os impactos negativos na sua atividade”.

Citado na mesma nota, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, disse que a entidade que lidera “não se pronuncia sobre medidas sanitárias de combate à pandemia”, mas mostrou a sua “preocupação pelo seu impacto económico nas empresas”.

“Mais uma vez, são anunciadas decisões que afetam a atividade turística, sem que em paralelo se anunciem apoios que compensem as novas quebras que as empresas vão ter, isto numa altura em que estamos há quase um ano à espera dos apoios de capitalização às empresas, prometidos depois de anunciados os primeiros pacotes de medidas no âmbito da pandemia”, criticou o presidente da CTP.

Segundo Francisco Calheiros, a situação “é uma bola de neve que está a crescer e as empresas do Turismo vão vendo cada vez menos a luz ao fundo do túnel”, acrescentando que “o Governo tem de ser célere na disponibilização de apoios, para irmos a tempo de salvar empresas e empregos”.

O Governo decidiu esta terça-feira reforçar algumas das medidas de contenção, determinando que passa a ser obrigatório um teste negativo à covid-19 no acesso a hotéis e estabelecimentos de alojamento a partir do dia 25 de dezembro.

A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro, António Costa, no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros que aprovou medidas adicionais para conter a propagação de contágios por covid-19.

Neste contexto, passa a ser exigido um teste negativo obrigatório no acesso a estabelecimentos turísticos e de alojamento local.

Em 25 de novembro, quando anunciou novas medidas para conter a propagação de infeções, o Governo decidiu que o acesso a estes estabelecimentos dependia – a partir de 01 de dezembro – da exibição de um certificado digital covid-19 – modalidade que inclui um teste de antigénio ou PCR negativo realizados nas 48 ou 72 horas anteriores, respetivamente, ou o esquema de vacinação completo.

A exibição de teste negativo passa também a ser obrigatória a partir daquela data nos eventos empresariais e ainda nas festas familiares como casamentos ou batizados.

Além disso, o acesso a restaurantes, casinos e festas de passagem de ano vai exigir a também realização de um teste negativo à covid-19 com esta obrigatoriedade a abranger os dias 24, 25, 30 e 31 de dezembro e 01 de janeiro.

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