Confederação dos serviços quer entrar na concertação social

Candidatura foi entregue hoje no Conselho Económico e Social (CES), avança a confederação.

A CSP – Confederação dos Serviços de Portugal quer fazer parte da concertação social e entregou hoje a sua candidatura ao Conselho Económico e Social (CES).

Em comunicado, a CSP explica que pretende “alargar a representatividade da concertação social aos serviços modernos e conferir maior atualidade à discussão das políticas de desenvolvimento social e económico do país”.

“Com esta candidatura pretendemos colmatar uma lacuna de representatividade que identificávamos na concertação social tornando-a mais ampla e inovadora, integrando os subsetores do terciário que mais têm contribuído nas últimas décadas para o desenvolvimento e modernização do tecido empresarial no nosso país”, considera Jorge Jordão, presidente da CSP, citado no comunicado.

Segundo o documento, a CSP integra associados que representam uma faturação de cerca de 34 mil milhões de euros e que são responsáveis pela criação de mais de 184 mil postos de trabalho diretos.

Atualmente, têm assento na concertação social, além do Governo, as duas centrais sindicais (CGTP e UGT) e quatro confederações patronais (CIP, CCP, CAP e CTP – Indústria, Comércio e Serviços, Agricultura e Turismo, respetivamente).

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