Confiança por design – O objetivo indispensável

Nos últimos anos, assistimos a crescentes expectativas do consumidor, novas parcerias, ecossistemas dinâmicos, mudanças nos limites, modelos de negócio disruptivos e novos domínios competitivos.

Nos últimos anos, assistimos a crescentes expectativas do consumidor, novas parcerias, ecossistemas dinâmicos, mudanças nos limites, modelos de negócio disruptivos e novos domínios competitivos. Todos os setores estão em profundas alterações e os ciclos de mudança são cada vez menores.
A convergência da indústria é visível em todos os segmentos do mercado. Da tecnologia ao clima, à geopolítica e ao comércio, o panorama está dramaticamente alterado. Os modelos operacionais alteram: funcionários que procuram organizações com propósitos diferentes, automação, ecossistema digital que liga consumidores a uma velocidade sem precedentes.
O setor financeiro é central nesta mudança e apenas se conseguirão manter no mercado as instituições que se reinventem ou rompam com o paradigma do negócio e da forma como encaram o risco desse negócio.
De facto, considerar que o risco é necessário e central ao negócio financeiro fará a diferença. A atitude do futuro tem necessariamente por base a palavra-chave “confiança”. Confiança de clientes, reguladores, acionistas, colaboradores, governo, de todos. Estabelecer confiança como base de todo o modelo de negócio, é juntar esse negócio com a gestão do risco para evoluir e prosperar.
Centrar na confiança significa ver os riscos com base no seu impacto no negócio e vice-versa:
Upside risks – geram retorno – riscos financeiros, de crédito, mercado ou taxa de juro são os normalmente significativos para que se atinjam os objetivos de negócio. Nestes riscos, é necessário inovar para crescer no mercado, enraizando-os em cada decisão com profundo conhecimento e tratamento quantitativo à velocidade que o negócio precisa.
Downside risks – geram impactos negativos – riscos operacionais, de compliance ou IT, incluindo ciber-segurança. São aqueles têm de se eliminar, mitigar ou transferir. A vantagem virá na maior eficiência de custos para o fazer.
Outside risks – geram retorno ou impactos negativos e não se tem controlo sobre os outcomes – ações de competidores, geopolítica, demografia, ambiente. Todos afetam o negócio mais que nunca. É fulcral antecipar os possíveis outcomes e ter planos de ação preparados para materializar vantagens competitivas.
Em suma, as instituições devem ter uma visão mais interventiva, consciente e de maior valor acrescentado do risco para o negócio, considerando a confiança como o ativo central sobre o qual os restantes se alicerçam.

Se tem interesse em receber comunicação da EY Portugal (Convites, Newsletters, Estudos, etc), por favor Clique aqui

Recomendadas

O (des)governo dos dados nas organizações

As organizações são fontes de geração e de consumo de dados em larga escala. Esta evolução tem trazido grandes oportunidades, mas também grandes desafios às empresas, nomeadamente no mercado português onde constatamos um “governo desgovernado” dos dados e isso revela-se potencialmente ao nível dos custos financeiros, riscos de conformidade, riscos reputacionais (e.g. fugas de dados, sejam eles pessoais ou de negócio) e até sob a perspetiva da sustentabilidade (ESG) que está hoje, e bem, na ordem do dia (a União Europeia estima que, em 2030, os Data Centers representem 3,2% do consumo total de eletricidade).

Tendências no consumo de energia: Save Money, Save Time, Save the Planet

Ao longo de 2021 e 2022, a EY conduziu um estudo 1) envolvendo 70.000 consumidores de 18 países (2.007 inquiridos em Portugal) para compreender as suas preferências e comportamentos.

Biodiversidade e alterações climáticas – reflexão entre COPs

As alterações climáticas e a perda de biodiversidade são duas das maiores ameaças que colocam em causa a resiliência dos sistemas socio ecológicos, que sustentam a vida humana. Acresce a este facto, a agravante destas ameaças estarem interligadas.
Comentários