Congresso da AEP: Banco de Fomento “teve um começo difícil”

Foco dos empresários portugueses, o Banco de Fomento tem sido alvo de uma avaliação não totalmente positiva. O ex-ministro Pedro Siza Vieira compreende, mas considera a sua existência fundamental.

Boas escolhas: só assim Portugal pode ter uma posição interessante na reindustrialização – que é, de qualquer forma, uma opção política que continua a importar à economia portuguesa. Foi esta uma das conclusões do painel ‘O Desafio da Reindustrialização, Competitividade, Inovação e Produtividade’

Foi assim que Miguel Gil Mata, da Sonae, comentou, como que respondendo à invetiva de Parlo Portas. Mas, para o CEO da Corticeira Amorim, António Rios Amorim, a questão praticamente não se coloca: onde ficariam as exportações?

A Europa não vai voltar a fazer aquilo que deixou de fazer”, disse. Mesmo colocando o ónus nas cadeias logísticas. Portanto, a solução está na verticalização – como forma de depender cada vez menos dos outros – das cadeias de abastecimento, dos transportes, das matérias-primas.

“Vai continuar a haver reindustrialização da Europa porque isso corresponde a uma opção política”, disse por seu turno o ex-ministro da Economia Pedro Siza Vieira. Que chamou a atenção para o facto de os Estados Unidos estarem apostados precisamente nessa área, “porque já perceberam que não podem ficar reféns do que se produz” fora das suas fronteiras.

Em termos mais micro, o empresário, o gestor e o ex-ministro convergiram: é preciso que as empresas possam reter os lucros que querem reinvestir. Uma solução fiscal que é claramente melhor que os fundos de capital ou de quase capital – que tradicionalmente ficam engavetados sem que as empresas deles se apropriem.

Neste quadro, torna-se evidente que o Banco de Fomento “teve um começo difícil”, disse Pedro Siza Viera – mas a sua essência é fundamental. Temos de ter uma instituição que permita que recursos financeiros cheguem às empresas”, afirmou.

“O Banco de Fomento tem de colmatar falhas de mercado” onde a banca comercial não chega – por exemplo em planos de investimento a longo prazo, disse António Rios Amorim. “Explorar falhas de mercado” deve ser a sua finalidade. Fusões e aquisições “podiam também ser financiadas pelo Banco de Fomento” – nomeadamente no que tem a ver com o processo de internacionalização das empresas, disse ainda.

“Tomar e cobrir riscos” deve ser a sua função, afirmou por seu turno Miguel Mata Gil.

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