Congresso PS: Carlos Silva pede que partido olhe para o operariado

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, pediu hoje ao Congresso do PS que olhe para o operariado, argumentando que o movimento sindical ajudou a fundar o partido e faz parte dos seus valores e princípios. “É importante o partido olhar para o operariado, para aqueles que trabalham todos os dias para o bem de Portugal, […]

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, pediu hoje ao Congresso do PS que olhe para o operariado, argumentando que o movimento sindical ajudou a fundar o partido e faz parte dos seus valores e princípios.

“É importante o partido olhar para o operariado, para aqueles que trabalham todos os dias para o bem de Portugal, para o bem da economia”, afirma Carlos Silva.

Falando perante o XX Congresso do PS, que decorre hoje e domingo, em Lisboa, o líder da central sindical UGT disse representar “nem mais nem menos do que meio milhão de trabalhadores” e quis introduzir o mundo do trabalho no léxico da reunião magna socialista.

“Hoje ouvi nas várias intervenções falar em militantes, em cidadãos, em eleitores, mas há uma palavra que a mim me esmaga e é essa que me traz aqui: trabalhadores e trabalhadoras deste país, tão castigados pela austeridade, que têm que ter uma esperança que os defenda”, afirma logo no início de uma intervenção curta.

“É esta a mensagem que eu vos quero trazer: o movimento sindical ajudou a fundar o PS, o movimento sindical faz parte dos nossos valores e dos princípios”, afirma.

No Congresso socialista intervieram hoje também, e pela primeira vez, independentes, e não apenas delegados, sendo essas intervenções inauguradas por Maria Manuel Leitão Marques, ex-secretária de Estado e coordenadora da “Agenda para a Década”, tendo já intervindo igualmente o professor de economia na Universidade do Minho Manuel Caldeira Cabral.

Maria Manuel Leitão Marques falou da necessidade de medidas de longo prazo, que passem designadamente pela “valorização e qualificação dos recursos, das pessoas, dos territórios, da posição geográfica do país”.

A ex-secretária de Estado defendeu a simplificação de procedimentos dos serviços do Estado e a necessidade de reforçar os serviços públicos de proximidade, bem como aumentar o poder dos municípios.

Maria Manuel Leitão Marques refere que a “Agenda para a década” serve “para dotar todas as instituições de objetivos mais claros, dotar as pessoas de mais cultura, conhecimentos e qualificações”.

OJE/Lusa

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