Conheça as datas que determinam quais os líderes à direita que representarão os partidos nas legislativas

Tendo o Chega reeleito Ventura enquanto presidente do Chega e no CDS-PP, o presidente centrista afirmar que o adiamento do congresso é “completamente irreversível”, restam as eleições no PSD e na IL para que todos os partidos da direita à esquerda conheçam qual o líder que os vai representar nas eleições legislativas de 30 de janeiro.

Rui Rio discursa no Conselho Nacional do PSD

O Presidente da República marcou as eleições legislativas antecipadas para 30 de janeiro de 2022, mas até lá ainda haverá outros momentos de ida às urnas. À direita, o Partido Social Democrata (PSD) vai a votos internos no partido e o mesmo acontecerá com a Iniciativa Liberal (IL), que em dezembro elege quem será o próximo líder.

No Chega, André Ventura foi reeleito este fim de semana e no CDS-PP, embora já existissem dois candidatos, o atual presidente centrista continua a afirmar que o adiamento do congresso é “completamente irreversível” e, assim sendo, será o representante do CDS-PP nas legislativas. Como tal, até às eleições em janeiro, os restantes partidos cuja liderança permanece uma incógnita vão conhecer quem vão ser conhecer quem os vai representar em janeiro.

PSD já conta com três candidatos

As eleições no PSD passaram de 4 de dezembro para 27 de novembro e o partido já conta com três candidatos: Paulo Rangel, Rui Rio e Nuno Miguel Henriques. No domingo, 7 de novembro, o Conselho Nacional do PSD aprovou a proposta de Paulo Rangel para antecipar as eleições diretas. A sugestão de Rangel contou com 76 votos a favor, 28 contra e 18 abstenções.

Para Rangel, o mais importante são as eleições legislativas, sendo que para o social-democrata “o que se trata agora não é tanto uma campanha dentro do PSD, é de uma escolha de quem será o candidato a primeiro-ministro”, conforme explicou durante uma visita à Madeira no âmbito de campanha interna no PSD, esta segunda-feira. O Social-democrata também garantiu que vai “aproveitar o embalo das eleições no PSD para as legislativas”. 

De recordar que Rui Rio considerou, a 5 de novembro, que o que se estava a passar no partido era “uma grande antecipação”. “Uma grande compressão não é possível como é lógico”. “Suspender a democracia. Então, dentro desse absurdo vamos tentar ao máximo minorar o prejuízo ou ao contrário”, apelava o atual presidente do PSD.

IL com eleições em dezembro

O Conselho Nacional da IL já marcou datas para a convenção Eletiva do partido e o deputado João Cotrim Figueiredo já afirmou que se vai recandidatar ao cargo da presidência da IL. A decisão foi tomada no domingo, 7 de novembro.

Na ocasião, João Cotrim Figueiredo transmitiu aos membros do Conselho Nacional que “com a energia e a criatividade de sempre, a IL está preparada para disputar estas eleições num quadro partidário instável”. “Está preparada para ser a chave da solução para um novo rumo de que Portugal precisa. A IL está preparada porque é um partido coeso em torno de um projeto liberal. Está preparada porque tem quadros qualificados para concretizar este mesmo projeto liberal”, sublinhou o liberal.

Segundo comunicado da IL, “com cerca de quatro mil membros, a IL terá uma convenção universal aberta à participação de todos os membros, irá eleger a nova Comissão Executiva do partido e aprovar a moção de estratégia global para os próximos dois anos”.

“A IL está preparada para ser a chave da solução para um novo rumo de que Portugal precisa, porque é um partido coeso em torno de um projeto liberal. Está preparada porque tem quadros qualificados para concretizar este mesmo projeto liberal”, defende-se neste texto.

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