PremiumConselho Europeu chega a acordo para desbloquear fundos de apoio à retoma

Hungria e Polónia deixaram cair veto ao Quadro Financeiro e ao Fundo de Recuperação, salvando a presidência portuguesa de enfrentar o problema.

A menos de um mês de terminar a sua última presidência rotativa do Conselho da União Europeia, visto que não se candidatará a um quinto mandato de chanceler em 2021, Angela Merkel fez aquilo que dela se esperava, convencendo a Hungria e a Polónia a desbloquearem a aprovação do Quadro Financeiro Plurinual e do Fundo de Recuperação, essenciais para que a economia dos 27 ultrapasse o impacto da Covid-19.

Assumindo-se como a principal figura política europeia desde há largos anos, Bruxelas recebeu presencialmente uma Merkel muito diferente daquela que em 2007 enfrentou o desafio da primeira presidência rotativa, numa altura em que a crise era financeira, antecedendo fenómenos como a migração de milhões de pessoas para o espaço comunitário, a chegada ao poder de partidos acusados de instaurar regimes que põem em causa o Estado de Direito e a pandemia que alterou as regras do jogo. Mas no essencial não desiludiu e evitou que uma Lisboa com menos peso político ficasse a braços com um problema complexo de desenlaçar, garantindo que as verbas começam a ser libertas para a recuperação económica.

Logo no primeiro dia do Conselho Europeu os líderes chegaram a acordo sobre o Orçamento de longo prazo da União Europeia e o Fundo de Recuperação, colocando fim ao impasse de três semanas resultado do veto da Hungria e da Polónia.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Recomendadas

Santana Lopes perspetiva ano económico “muito difícil” em 2023

Santana Lopes mencionou também o aumento “escandaloso” de quatro vezes a taxa base do custo da tarifa de tratamento dos resíduos sólidos urbanos a pagar à Empresa de Resíduos Sólidos Urbanos do Centro (ERSUC), cujo acionista base é privado.

Preços da energia em Itália vão subir ainda mais apesar de já estarem elevados

O Executivo de Roma já dedicou este ano 60 mil milhões de euros a medidas para procurar reduzir o impacto da subida destes preços.

Crise/inflação: Costa recusa razões para alarmismo sobre panorama dos créditos à habitação

António Costa procurou assegurar que o seu Governo está “atento” face ao impacto da subida dos juros nas prestações a pagar pelas famílias com créditos à habitação.
Comentários