Consórcio confirma existência de petróleo em São Tomé e Príncipe

O consórcio é composto pela Galp STP (operador) com 45% de interesses participativos, Shell STP com 45%, e a ANP–STP, em representação do Estado são-tomense, com 10% de interesses participativos.

O consórcio Galp e Shell confirmou “a existência de um sistema petrolífero ativo” em São Tomé e Príncipe, mas sem evidência de que “tenha um potencial recuperável suficientemente grande para ser comercial”, prometendo continuar a avaliar os resultados.

A informação foi avançada pela Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP–STP), após “a conclusão com segurança” em 30 de julho das operações de prospeção do poço denominado “Jaca” no bloco seis da zona Económica Exclusiva (ZEE) de São Tomé e Príncipe e operada pelo consórcio Galp STP e a Shell STP.

“O Jaca confirmou a existência de um sistema petrolífero ativo, mas os resultados iniciais indicam que não há evidencias de que o prospeto tenha um potencial recuperável suficientemente grande para ser comercial”, indica um comunicado da ANP-STP a que a Lusa teve hoje acesso.

“Este resultado, considerando um sucesso técnico, é muito encorajador e o foco agora é continuar a avaliar os novos dados recolhidos do bloco para podermos definir os próximos passos”, acrescenta a nota.

A ANT-STP realçou que o “Jaca 1 é o primeiro poço exploratório no bloco 6 da Zona Económica Exclusiva e foi perfurado pelo navio-sonda Voyager da Maersk”.

O comunicado indica ainda que o contrato de partilha de produção para o bloco 6 foi assinado em 2015 e encontra-se na Fase II do período de pesquisa. O consórcio é composto pela Galp STP (operador) com 45% de interesses participativos, Shell STP com 45%, e a ANP–STP, em representação do Estado são-tomense, com 10% de interesses participativos.

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