Consultora tecnológica Noesis fatura quase 50 milhões de euros em 2021

O mercado internacional, que representou mais de um terço da faturação total da empresa no ano passado, reportou um crescimento de 16% em relação a 2020.

A consultora tecnológica Noesis teve um volume de negócios de 49,5 milhões de euros no ano passado, o que representa uma subida homóloga de 12,1% e um recorde na história da empresa fundada em 1995.

O mercado internacional, que representou mais de um terço (35%) da faturação total em 2021, reportou um crescimento de 16% em relação ao primeiro ano da pandemia, em linha com o que estava previsto e foi delineado no Plano Estratégico 2021-2023 do grupo.

A empresa liderada por Alexandre Rosa detalha que as áreas com maior crescimento em termos de percentagem desse volume de negócios foram a de soluções ‘Low Code’ (dedicada ao desenvolvimento de aplicações na tecnologia OutSystems), cujo acréscimo foi de 19,6%, e a de serviços de Gestão de Qualidade e DevOps (Desenvolvimento e Operações) e Automação, com um aumento de 15,5%.

“Em 2021 completámos o primeiro ano do plano estratégico para o triénio 2021-2023, com os objetivos nele inscritos, plenamente cumpridos, não só no crescimento do volume de negócios, mas também na melhoria dos nossos níveis de rentabilidade e no reforço da nossa atividade internacional, que nos deixa bons indicadores para continuarmos o nosso caminho de crescimento, em 2022”, afirmou o diretor financeiro da Noesis, Luís Castro.

A Noesis tem atualmente mais de 1.000 trabalhadores distribuídos Portugal (Lisboa, Coimbra, Porto, Proença-a-Nova, Guarda e Covilhã), Brasil, Espanha, Irlanda, Países Baixos e Estados Unidos. A multinacional das Tecnologias da Informação e Comunicação é detida a 100% pelo grupo espanhol de consultoria tecnológica Altia. A cotada no índice BME Growth da Bolsa de Madrid atingiu em 2021 lucros de 8,7 milhões de euros e um volume de negócios de 125,9 milhões de euros.

“Em linha com o nosso histórico, manter-nos-emos atentos às novas inovações tecnológicas”, garante o Chief Financial Officer. “Acreditamos que as principais tendências de mercado se irão manter, nomeadamente, a preocupação crescente com os temas da cibersegurança – uma das áreas onde temos vindo a reforçar o nosso expertise e a apostar cada vez mais – e todos os temas relacionados com os dados, Inteligência Artificial, automação ou desenvolvimento low code”, conclui Luís Castro.

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