Consumidores de luxo europeus planeiam gastar perto de 9 mil euros com Natal

Os consumidores de luxo europeus planeiam gastar aproximadamente 9.000 euros em presentes nesta época festiva, segundo o estudo Luxury Consumption Among European High Earners 2014, desenvolvido pela Deloitte e que passará a ser realizado anualmente. Em média, os consumidores inquiridos estimam gastar 4.400 euros em presentes para terceiros e 4.700 euros para eles próprios. De […]

Os consumidores de luxo europeus planeiam gastar aproximadamente 9.000 euros em presentes nesta época festiva, segundo o estudo Luxury Consumption Among European High Earners 2014, desenvolvido pela Deloitte e que passará a ser realizado anualmente. Em média, os consumidores inquiridos estimam gastar 4.400 euros em presentes para terceiros e 4.700 euros para eles próprios.

De acordo com a pesquisa, que analisa o comportamento e as atitudes de compra de bens de luxo, 67% dos consumidores continuam a preferir as lojas para comprar, ainda que pesquisem primeiro online. Apesar de 85% dos consumidores de luxo usar os social media para recolher informação sobre os produtos, apenas 4% usa essas plataformas para comprar os presentes de final de ano.

“O Natal é o período mais importante para o sector do luxo e da moda, pelo menos enquanto a economia da zona euro se mantiver pouco dinâmica,” comenta Patrizia Arienti, responsável pelo estudo da Deloitte. “A análise aos hábitos de compra dos consumidores de luxo dá-nos uma perspectiva positiva quanto à evolução do mercado de consumo na Europa. O orçamento que os consumidores de luxo esperam gastar em presentes, para terceiros e para eles próprios, terá um impacto positivo em todo o sector”.

Segindo o estudo, as compras em loja são particularmente preferidas em Itália (55%) e na Suíça (51%). O serviço ao cliente e a possibilidade de manusear os produtos são os principais motivos que levam os consumidores a preferir as lojas. As lojas de marca única são aquelas que mais se destacam pelo conhecimento e serviço do staff. Contudo, 47% dos consumidores admite que as suas compras online aumentaram face a 2013, com os consumidores do Reino Unido (38%) e da Alemanha (34%) a comprarem já uma grande quantidade de produtos de luxo online, referindo a conveniência como a principal razão.

Por outro lado, 85% dos consumidores de luxo usam os social media, principalmente o Facebook (60%), o LinkedIn (40%) e o YouTube (39%). Os utilizadores de social media com menos de 35 anos (96%) são os mais activos e os com mais de 55 anos os menos activos (77%).

No topo da lista dos itens de luxo mais comprados estão as viagens e hotéis (20%) – mais elevado em Itália (37%); roupa (12%), mais relevante entre as mulheres em Espanha (24%); e carteiras ou produtos de pele (6%). Relógios e joalharia continuam a ser os artigos de luxo de maior valor comprados como prendas para usufruto pessoal.

Mais de 50% das roupas e sapatos são comprados numa base trimestral. Analisando por país, os Italianos são os consumidores que compram com maior frequência roupa (72%), sapatos (56%) e carteiras (42%) de luxo.

Aproximadamente metade (48%) dos inquiridos afirma que a qualidade é o factor mais importante quando compram itens de luxo. Os consumidores de luxo italianos são os que mais valorizam a qualidade (56%). Em segundo lugar está o valor pelo dinheiro (42%), com os espanhóis a colocar este factor ligeiramente acima da média global (52%). Segue-se o design (34%) e a reputação da marca (25%).

“Olhando para o futuro, é provável que o número de itens de luxo comprados online aumente, dado continuarem a existir enormes oportunidades das marcas chegarem a mais consumidores de luxo, principalmente por via dos social media. Ao nível do sector, a indústria hoteleira e de viagens retém a maior fatia dos gastos em itens de luxo. Isto traz uma mensagem para as marcas de luxo. A concorrência está a chegar de áreas anteriormente pouco influentes e dominantes,” conclui Patrizia Arienti.

O estudo envolveu a participação de 1.228 pessoas de seis países (França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido), com rendimento anual por lar (antes de impostos) de pelo menos mais de 100 euros. Os consumidores foram divididos em partes aproximadamente iguais entre homens e mulheres. O trabalho de campo foi realizado via online durante o mês de Novembro de 2014.

OJE

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