Consumidores online mais atentos à sustentabilidade, mas só metade compra produtos amigos do ambiente

O estudo destaca ainda o impacto da pandemia no mercado do e-commerce em Portugal, que levou ao crescimento em 11% número de e-shoppers regulares. Atualmente, 46% dos consumidores online no país realizam compras via e-commerce com regularidade, isto é, pelo menos uma vez por mês. 

Cerca de 82% dos consumidores online regulares consideram que as marcas têm de ser ambientalmente responsáveis, mas apenas metade garante que compra produtos amigos do ambiente sempre que possível, e só 43% estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços que respeitem o ambiente, revela o Barómetro e-Shopper 2021 da DPD.

O estudo, publicado esta quinta-feira, revela que os e-shoppers estão cada vez mais conscientes para o tema da sustentabilidade. A maioria dos e-shoppers regulares (65%) consideram que escolher alternativas de entrega amigas do ambiente é importante quando compram online, enquanto 70% afirma “que seria mais provável optarem por um website, retalhista ou app com opções de entrega amigas do ambiente”, nomeadamente através veículos de emissões reduzidas.

“A sustentabilidade é o maior desafio da atualidade e os consumidores começam, cada vez mais, a ganhar maior sensibilidade a este tema e a procurar opções ambientalmente responsáveis. Por esse motivo, e por reconhecermos a importância de levar a cabo uma estratégia de negócio verde, a DPD tem apostado em soluções que têm um impacto positivo no planeta”, afirma o CEO da empresa em Portugal,  Olivier Establet.

“Exemplo disso é o facto de, em Lisboa, utilizarmos apenas veículos elétricos para o transporte de encomendas, uma solução que será adotada no Porto e em mais algumas cidades portuguesas ainda este ano, de forma a contribuir para a descarbonização a 100% das mesmas”, acrescentou.

Além da sustentabilidade, outros dos fatores que os levam a optar pelas compras online são a poupança de tempo (para 86% dos inquiridos), a poupança de dinheiro (69%) e o stress (66%).

O estudo destaca o impacto da pandemia no mercado do e-commerce em Portugal, que levou ao crescimento em 11% número de e-shoppers regulares. Atualmente, 46% dos consumidores online no país realizam compras via e-commerce com regularidade, isto é, pelo menos uma vez por mês.

“O Barómetro e-Shopper destaca igualmente algumas das opções/comportamentos relativos ao processo de entrega que o consumidor em Portugal prioriza: receber informação em tempo real sobre a sua entrega; saber a janela horária de uma hora de entrega; e selecionar, antecipadamente, o dia e janela horária de uma entrega”, informa o comunicado enviado ao Jornal Económico.

Establet salientou que “os e-shoppers cada vez mais valorizam um serviço personalizado, imediato, prático e facilitado, que não comprometa a eficácia do mesmo e permita acompanhar o estado das suas encomendas de forma que possam gerir melhor o seu tempo”, pelo que a DPD quer encontrar soluções inovadoras para responder os consumidores.

A entrega ao domicílio continua a ser a opção mais adotada pelos e-shoppers regulares em Portugal (84%). Atrás desta surgem as entregas no local de trabalho (30%), na loja do retalhista (12%) e numa loja de proximidade (10%).

No que diz respeito à experiência de compra online, esta continua a ser muito bem classificada: os níveis de satisfação dos e-shoppers regulares estão estáveis desde 2019 e são mais elevados do que a média europeia (85% e 73%, respetivamente).

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