Consumidores portugueses voltam a estar mais confiantes no terceiro trimestre

O novo relatório da consultora Nielsen revela que os consumidores portugueses são mais confiantes do que os europeus, tendo alcançado, no 3º trimestre 2018, 92 pontos, ultrapassando a média europeia em 5 pontos. Entre as principais preocupações está o equilíbrio trabalho-lazer e a saúde.

REUTERS/Henry Romero

Os consumidores portugueses estão mais confiantes do que os europeus, tendo alcançado, no terceiro trimestre de 2018, 92 pontos, ultrapassando a média europeia em cinco pontos, revelam os dados da Nielsen no relatório ”Growth Reporter’‘, apresentado esta quarta-feira.

Durante este período, o relatório revelou uma subida de sete pontos no seu índice comparativamente com o período homólogo. Desta vez, os portugueses alcançaram 92 pontos, tendo ultrapassado em cinco pontos a média Europeia, o que significa que a confiança dos consumidores voltou a crescer.

”Na metodologia deste relatório, os níveis de confiança do consumidor acima e abaixo de 100 indicam graus de otimismo e pessimismo, respetivamente, sendo que uma alteração de 7 pontos como a que verificámos é realmente significativa. Estes níveis são calculados a partir das perspetivas laborais e financeiras do consumidor, assim como da sua disponibilidade para comprar aquilo que quer ou de que necessita”, explica Ana Paula Barbosa, retailer vertical director da Nielsen.

Quais as preocupações dos portugueses?

”O equilíbrio entre a vida pessoal e profissional continua a ser a principal preocupação dos portugueses, que é uma característica que não se verifica nos outros países (na Europa aparece apenas em 11º lugar, sendo o Terrorismo a primeira preocupação). Este é mais um indicador de que os portugueses realmente se preocupam com o seu bem-estar e com a conveniência, preferindo ocupar o seu tempo em atividades que lhes dão prazer,” conclui a mesma porta-voz.

Em termos de consumo, no acumulado até ao final do terceiro trimestre deste ano, os maiores crescimentos em valor foram nas categorias dos ”Congelados”, que registaram uma subida de 5%. As ”Bebidas Alcoólicas” e ”Mercearia” (ambas com 4%), tendo as ”Bebidas Não Alcoólicas” crescido 3%. Os ”Lacticínios” e a ”Higiene do Lar” cresceram 2% e a ”Higiene Pessoal” apenas 1%.

O destaque vai para as ”Marcas de Fabricante”, que cresceram 3,6%, enquanto as ”Marcas da Distribuição” registaram um aumento de 2,3%.

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