Consumo de energia diminuiu e qualidade do ar melhorou em 2020

Outro dos pontos positivos foi que a energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis representou 59,6% do total de eletricidade produzida em Portugal (54,2% em 2019).

Apesar dos múltiplos impactos negativos para a economia nacional que a pandemia de Covid-19 provocou, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revela esta quarta-feira que a nível ambiental, há vários pontos positivos a retirar do ano de 2020. Desde logo a melhoria da qualidade do ar, com 33,8% dos dias com qualidade do ar “muito bom” (2,7% que em 2019), mas também a redução do consumo de energia, menos 7,2% comparado a 2019.

Outro dos pontos positivos foi que a energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis representou 59,6% do total de eletricidade produzida em Portugal (54,2% em 2019). A venda de veículos novos tal como o consumo de combustíveis no transporte rodoviário foram “severamente afetados pela pandemia” segundo o INE, tendo diminuído 35,0% e 15,2%, respetivamente.

Em 2020 destaca-se a criação de 22 novas Zonas de Intervenção Florestal, alargando a área territorial afeta para 1.697 mil hectares, num total de 245 zonas. As medidas agroambientais beneficiaram 53.638 agricultores (59.448 em 2019), que receberam apoios num total de 158 milhões de euros (165 milhões de euros em 2019).

No entanto, nem todos os indicadores tiveram uma evolução positiva. O INE sublinha o agravamento do desempenho do rácio “resíduos urbanos por unidade de PIB” (108,5, após 99,4 em 2019), resultado do decréscimo de 8,4% do PIB, dado que o volume de resíduos diminuiu 0,06%.

Também o afastamento das metas de gestão de resíduos urbanos preconizadas para 2020. O indicador de preparação para a reutilização e reciclagem sofreu um decréscimo de 3%, fixando-se em 38%, piorando a convergência com a meta de 50%. A deposição de resíduos urbanos em aterro cresceu 8%, para 53%, afastando-se assim da meta de 35% definida.

Outro dos destaques negativos é a diminuição do grau de adesão das empresas à adoção de atividades de gestão e proteção do ambiente, com 16,3% das empresas industriais desenvolviam atividades de gestão e proteção do ambiente, -1,8% face a 2019.

Por fim, a despesa das Administrações Públicas em atividades de proteção ambiental também aumentou, fixando-se em 2020 nos 1,5 mil milhões de euros (1,3 mil milhões de euros em 2019). As transferências correntes realizadas pelo Fundo Ambiental aumentaram cerca de 48% e atingiram os 562 milhões de euros (380 milhões de euros em 2019). Ao todo, 16,3% das empresas industriais desenvolviam atividades de gestão e proteção do ambiente (-1,8% em comparação com o ano transato).

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