Consumo de eletricidade aumenta 2,7% em novembro

O consumo de eletricidade aumentou 2,7% em novembro, face ao período homólogo, mas apenas 0,4% em relação ao mês anterior.

Segundo os dados da REN, com a correção do impacto da temperatura e do número de dias úteis, o consumo de eletricidade aumentou ‘apenas’ 0,4% no mês de novembro, valor que coincide com a variação acumulada ao longo dos 11 meses de 2016.

Com efeito, de acordo ainda com a REN, no mês de novembro, as afluências aos aproveitamentos hidroelétricos foram reduzidas, com uma quebra na produção de 7% em relação ao mês homólogo, apesar do bom comportamento desta fonte ao longo de todo o ano, com um acréscimo de 77% ao longo do ano de 2016.

A informação veiculada pela Lusa realça ainda que a produção a partir de fontes renováveis abasteceu este mês 46% do consumo nacional, mas em termos acumulados corresponde a 58% do consumo, o que apesar de faltar o desempenho em dezembro, permite antecipar um ano melhor do que o de 2015, em que a produção de fontes renováveis abasteceu 47% do consumo nacional.

Já o saldo de trocas com o estrangeiro – Espanha – voltou este mês a ser exportador, equivalendo a 7% do consumo nacional, segundo os dados da gestora da rede elétrica.

Em novembro, a produção não renovável abasteceu 42% do consumo, repartida pelo carvão e pelo gás natural, ambos com 21%. O saldo exportador registado este ano equivale a 11% do consumo nacional.

Quanto ao mercado de gás natural, o consumo mantém a tendência de forte crescimento dos últimos meses, com uma variação homóloga de 23%, com o segmento de produção elétrica a crescer 66% em novembro.

Recomendadas

Moçambique baixa receitas fiscais do gás ao fundo soberano para 40%

Moçambique deverá ser um dos maiores exportadores mundiais de gás a partir de 2024, beneficiando não só do aumento dos preços, no seguimento da invasão da Ucrânia pela Rússia, mas também pela transição energética.

PCP defende aumento do salário mínimo nacional para 850 euros em janeiro

O secretário-geral do PCP acusou o Governo de querer “retomar todos os caminhos da política de direita, fazer comprimir ainda mais os salários, facilitar a exploração, abrir espaço para os negócios privados na saúde e na educação, condicionando ou justificando as suas opções com as orientações e imposições da União Europeia e do euro”.

Respostas Rápidas: como deve investir a pensar na reforma?

Com uma estrutura demográfica cada vez mais envelhecida, as dúvidas em torno da sustentabilidade da Segurança Social no médio-prazo reforçam o papel da poupança privada no rendimento dos portugueses em reforma, pelo que importa compreender os vários instrumentos financeiros ao seu dispor.
Comentários