Contagem decrescente para a 10ª edição da Noite da Literatura Europeia

Dia 4 de junho, no Campo de Santa Clara, em Lisboa, pode assistir a leituras encenadas de obras de mais de uma dezena de países. Um serão dedicado aos autores europeus nos mais diversos géneros literários.

A Noite da Literatura Europeia chega este ano à décima edição. Está de parabéns pelo número redondo e, para comemorar em grande o aniversário redondo, nada como convocar géneros literários tão diversos quanto a poesia, o romance, o teatro, a banda desenhada e o ensaio, sem esquecer as memórias autobiográficas.

O cardápio apresenta obras de 13 países, desde reincidentes como a Áustria, Itália, Luxemburgo e República Checa – que contam com a presença dos autores das obras escolhidas –, ao estreante desta edição, a Estónia. E para a abertura da 10ª edição da Noite da Literatura Europeia, às 18h15, haverá uma compilação dos momentos mais marcantes das leituras das edições anteriores.

A partir das 19h00, inicia-se a leitura de obras de 14 autores contemporâneos, cuja interpretação estará a cargo de atores e atrizes portuguesas. A iniciativa vai ocupar diversos espaços do Campo de Santa Clara, em Lisboa. As sessões terão uma duração de 10 a 15 minutos, e acontecem de meia em meia hora até às 23h00.

A ideia é que o público circule pelos vários espaços onde as leituras têm lugar, entre os quais o Convento do Desgravo, o Palácio Sine de Cordes, o Panteão Nacional, o Polo Cultural da Junta de Freguesia de São Vicente e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Portugal não poderia deixar de estar representado nesta Noite da Literatura Europeia, numa sessão que conta com a presença da escritora Matilde Campilho, cujo livro “Flecha” (Tinta da China, 2020) será lido por Rita Cabaço. É sua primeira obra em prosa, na qual estão reunidas histórias breves. Falam de pessoas, de bichos, de objetos e de movimentos que acontecem em volta deles – e umas mais imaginárias do que outras.

Entramos no cardápio internacional com a obra “Hard Land”, de Benedict Wells, em representação da Alemanha. Ulisses Ceia dá corpo e voz ao texto que pretende ser um retrato nostálgico dos anos 80, no qual humor e emoção se cruzam. Em português, encontra-se disponível o romance “O fim da solidão”, vencedor do Prémio de Literatura da União Europeia em 2016.

Da Áustria chega-nos Karl Lubomirski e o seu livro de poemas “Unbewohnbares Rot e Der Garten des Leonardo”, a que Fernando Rodrigues dará voz, enquanto Lígia Cruz terá a seu cargo a interpretação de “Soprar em Espuma”, da autora checa Radka Trestíková.

A Estónia estreia-se nestas andanças com “Luigeluulinn” e “Emapuhkus”, da poeta Kristiina Ehin, a que Cheila Lima vai dar voz e densidade. “O Infinito num Junco”, de Irene Vallejo – editado em Portugal pela Bertrand em 2020 – representa Espanha na vertente ensaio, que é também uma declaração de amor ao livro. Pedro Saavedra é quem vai dar voz a esta narrativa.

A Irlanda traz na bagagem “Milkman” (Porto Editora), o último romance de Anna Burns e vencedor do Man Brooker Prize, cuja leitura encenada está a cargo de Inês Lapa Lopes. “Notas sobre um naufrágio” (Dom Quixote), do italiano Davide Enia, resulta de várias viagens do autor à ilha de Lampedusa e ao que ali assistiu entre os refugiados. A morte é omnipresente nesta peça teatral interpretada por Elmano Sancho.

Péter Gárdos, escritor húngaro, verá a sua obra “Carta à mulher do meu futuro” (Alfaguara), uma crónica de amor de dois sobreviventes da Segunda Guerra Mundial, ser lida por Carlos Malvarez. Seguimos para a Polónia, pela voz de Cláudio Henriques, que dará a conhecer Andrzej Sapkowski através d’ “O terceiro desejo” (Saída de Emergência) – primeiro volume da famosa saga de fantasia “The Witcher”.

Próxima paragem, Luxemburgo, com o monólogo teatral de Nathalie Ronvaux, “Moi, je suis Rosa!”, em que a autora dá voz à estátua de Lady Rosa, a obra de arte da artista feminista Sanja Ivekovic. França traz banda desenhada no bolso, e Cátia Tomé assume a interpretação de “Peau d’Homme”, da dupla Hubert e Zanzim, que explora temas como a sexualidade e a discriminação, bem como os estereótipos de género.

Do centro da Europa rumamos mais a Norte, até à Finlândia, para conhecer “Sisu: o segredo finlandês para encontrar a felicidade” (Marcador), memória autobiográfica de Katja Pantzar, que conta com a interpretação de Ana Água.

A palavra vai voar na noite de 4 de junho, cortesia da EUNIC Portugal – rede de institutos e serviços culturais das embaixadas europeias –, em conjunto com a Representação da Comissão Europeia em Portugal, integrada nas Festas de Lisboa, uma parceria da Junta de Freguesia de São Vicente e EGEAC.

Recomendadas

Deixe-se encantar pela Terceira, a ilha lilás

O que torna a Terceira tão especial é o magnífico contraste entre a beleza natural desta ilha vulcânica e a arquitetura do centro histórico de Angra do Heroísmo. Se está a pensar visitá-la, saiba que o Terceira Mar Hotel tem, no dia 29, uma campanha promocional, por ocasião do seu 19º aniversário.

Governo põe fim ao protocolo com coleção Berardo e anuncia novo museu no CCB para 2023

A informação foi dada pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva. O protocolo está em vigor desde 2006 entre o Estado, a fundação do Centro Cultural de Belém, Joe Berardo e a associação Coleção Berardo.

Pipoca Mais Doce, Wuant e Bumba na Fofinha são os ‘influencers’ mais conhecidos em Portugal

As conclusões são de um estudo de figuras públicas e digital influencers em Portugal. Ao comparar com a edição do ano passado deste estudo, o youtuber Wuant sobe uma posição e ultrapassa Bumba na Fofinha no top três de influencers digitais com maior notoriedade espontânea. 
Comentários