COP27: PM britânico elogia progressos mas defende que tem de ser feito mais

“Saúdo o progresso feito na COP27, mas não há tempo para complacências”, avisou este domingo o primeiro-ministro britânico.

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, elogiou hoje “o progresso” feito na Conferência da ONU sobre o Clima (COP27), que terminou hoje em Sharm el-Sheikh, no Egito, mas defendeu que “é preciso fazer mais”.

“Saúdo o progresso feito na COP27, mas não há tempo para complacências”, escreveu, num comunicado publicado na rede social Twitter.

“Manter [o objetivo de aumento global da temperatura em] 1,5ºC é vital para o futuro do nosso planeta, mas é preciso fazer mais”, acrescentou.

Antes mesmo da abertura da COP27, Rishi Sunak já tinha pedido aos líderes mundiais que não “recuassem na promessa” de lutar para limitar o aquecimento da temperatura no planeta a 1,5°C, definida na conferência sobre o clima anterior, realizada em Glasgow, na Escócia.

Rishi Sunak foi à COP27, em Sharm-el-Sheikh, após ser duramente criticado por ter inicialmente anunciado que não iria devido a uma agenda lotada em Londres.

A conferência anual do clima da ONU aprovou hoje um acordo que prevê a criação de um fundo para financiar danos climáticos sofridos por países “particularmente vulneráveis”, numa decisão descrita como histórica.

A resolução foi adotada por unanimidade em assembleia plenária, seguida de aplausos estrondosos, no final da conferência anual do clima da ONU.

A resolução enfatiza a “necessidade imediata de recursos financeiros novos, adicionais, previsíveis e adequados para ajudar os países em desenvolvimento que são particularmente vulneráveis” aos impactos “económicos e não económicos” das alterações climáticas.

A implementação do fundo será elaborada por uma comissão especial e depois adotada na próxima COP28, no final de 2023, nos Emirados Árabes Unidos.

A 27.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas começou em 06 novembro e terminou hoje em Sharm-el-Sheik, no Egito, juntando mais de 35 mil participantes, nomeadamente vários líderes de países, com cerca de duas mil intervenções sobre mais de 300 tópicos.

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