Corredores humanitários na Ucrânia continuam suspensos por “razões de segurança”

De acordo com a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, Kiev “fará o seu melhor para reabrir os corredores humanitários o mais rapidamente possível”.

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, anunciou que as autoridades ucranianas decidiram não reabrir os corredores humanitários esta segunda-feira no leste do país por “razões de segurança”, depois de ontem ter sido tomada a mesma decisão.

De acordo com a governante, citada pela “Interfax”, a Ucrânia “fará o seu melhor para reabrir os corredores humanitários o mais rapidamente possível”.

No domingo, dia 17 de abril, o fluxo de passageiros através da fronteira ucraniana com a União Europeia e a Moldávia diminuiu de 18,5% para 57 mil, segundo o Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados aponta para 4,87 milhões de deslocados desde o dia 24 de fevereiro, quando as forças militares russas entraram no país vizinho, incluindo 2,76 milhões para a Polónia, 803.780 para a Roménia e Moldávia, 484.730 para a Rússia, 458.650 para a Hungria e 335.24o para a Eslováquia.

No domingo, Vereshchuk revelou que as autoridades ucranianas tinham decidido suspender os corredores humanitários no leste do país de forma a garantir a segurança das operações, avançou a agência noticiosa “Efe”, citando o portal de notícias “Ukrinform”.

“Esta manhã, não conseguimos negociar um cessar-fogo nas rotas de evacuação. É por isso que, infelizmente, não vamos abrir hoje os corredores humanitários”, fez saber ontem a vice-primeira-ministra ucraniana, através do Telegram.

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