Corte de 462 mil euros no orçamento da Agência Lusa pode provocar despedimentos

Em causa está a decisão do Governo, que controla a participação maioritária da agência detida em 50,14% pelo Estado, de cortar na rúbrica Fornecimentos e Serviços Externos do orçamento da Agência Lusa

Um corte de 462 mil euros destinado aos Fornecimentos e Serviços Externos da Agência Lusa levou os órgãos representativos dos trabalhadores da agência (ORT) a emitir um comunicado na sexta-feira, 19 de julho, alertando para o que provocará “uma perda brutal da qualidade do serviço” e levará a despedimentos de jornalistas.

Em causa está a decisão do Governo, que controla a participação maioritária da agência detida em 50,14% pelo Estado, de cortar na rúbrica Fornecimentos e Serviços Externos do orçamento da Agência Lusa, algo que os ORT consideraram “inaceitável”.

“Os órgãos representativos dos trabalhadores (ORT) da Lusa consideram inaceitável a decisão de hoje [sexta-feira] do Governo de cortar o orçamento da Lusa para 2019, que levará a uma brutal perda da qualidade do serviço da agência e a despedimentos de trabalhadores jornalistas”, lê-se num comunicado conjunto.

A rúbrica Fornecimentos e Serviços Externos destina-se a pagar atividades diárias jornalísticas da agência, “incluindo salários de correspondentes e avençados, nacionais e internacionais”, segundo os ORT.

O presidente do Conselho de Administração da Lusa, Nicolau Santos, citado pela Lusa, afirmou que os limites impostos pelo Estado nos FSE tornam-no impossível de ser cumprido, a não ser com uma “redução brutal” de correspondentes.

Os ORT da Lusa, ainda no mesmo comunicado, salientaram ainda que o “Governo impõe desde há anos cortes sucessivos e o não cumprimento integral do contrato-programa”. “Desde logo por não transferir anualmente a compensação prevista pelo valor de inflação”.

Os ORT anunciaram também que vão pedir reuniões ao primeiro-ministro e ao Presidente da República, “não excluindo outras ações de luta decididas pelos trabalhadores”.

Os acionistas da Lusa, reunidos em assembleia-geral, aprovaram na seta-feira o Plano de Atividades e Orçamento da Lusa para 2019.

A Agência Lusa é detida pelo Estado (50,14%), Grupo Global Media (23,36%) e Impresa (22,35%). Os restantes 4,15% do capital social estão dispersos por outras empresas de media e órgãos de comunicação social.

 

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