Corte de previsões da Walmart penaliza sector do retalho e Wall Street

A Amazon é uma das empresas que está a desvalorizar na bolsa de Nova Iorque porque anunciou aumentos de preços de subscrição no Reino Unido e na União Europeia.

A bolsa de Nova Iorque abriu a sessão desta terça-feira em terreno negativo, depois de um início de semana em alta. A penalizar os mercados financeiros norte-americanos está sobretudo o sentimento em torno da Walmart, cujas ações afundam 8,23% para 121,15 dólares após ter divulgado uma previsão para os próximos resultados trimestrais.

A retalhista, que divulgará os números oficiais em meados de agosto, espera agora que o lucro por ação  ajustado quebre entre 8-9%, em termos homólogos, e entre 11-13% em 2022. A quebra pesou sobre as empresas da mesma indústria, porque a administração da Walmart justificou as reduções com o aumento dos custos de produção e a inflação em geral, o que também impacta as concorrentes.

Em Wall Street, o índice industrial Dow Jones recua 0,32% para os 31.883,07 pontos, o financeiro S&P 500 resvala 0,65% para os 3.940,89 pontos, e o tecnológico Nasdaq perde 1,19% para os 11.642,34 pontos. Por sua vez, o Russell 2000 desvaloriza 0,50% para os 1.803,60 pontos.

“Esta semana, a Fed subirá as taxas de juro em 75 pontos base e publicar-se-ão PIBs fracos com inflação crescente. Este último é o mais inquietante e poderá trazer o mercado de volta à dura realidade de uma inflação que não só não dá tréguas, como continua a aumentar”, explicam os analistas do Bankinter, em research.

Aliás, tal como destaca Henrique Tomé, analista da XTB, a agência de rating Moody’s baixou a previsão do crescimento do PIB dos Estados Unidos de 2,8% para 2,1% para 2022 e de 2,3% para 1,3% para 2023. “A previsão de crescimento real do PIB para a zona euro baixou de 2,5% para 2,2% para 2022 e de 2,3% para 0,9% para 2023”, aponta o trader, numa nota de mercado.

A Amazon está a cair 2,77% para 117 dólares na sequência da notícia sobre a Walmart e os aumentos de preços da assinatura do Amazon Prime anunciados para o Reino Unido e para a União Europeia por causa, igualmente, dos custos mais elevados. Os clientes britânicos vão pagar mais 20% e os de Espanha, Itália e França verão mais 39-43%.

Quanto às matérias-primas, o ‘ouro negro’ está a subir cerca de 1%. O preço do WTI, produzido no Texas, valoriza 0,70% para os 97,38 dólares por barril, enquanto a cotação do barril de Brent avança 1,04% para os 101,23 dólares por barril.

No mercado cambial, o euro está a depreciar 0,83% para os 1,0138 dólares, ao passo que a libra esterlina desvaloriza 0,28% face à moeda dos Estados Unidos, para os 1,2010 dólares.

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