Corticeira Amorim concretiza emissão verde de 11,6 milhões de euros

A empresa diz que quer “aumentar a proporção do consumo de energia proveniente de fontes renováveis controladas pelo grupo, que em 2020 ascendia a 66%”. Logo, as emissões ao abrigo deste programa destinar-se-ão a financiar a aquisição de painéis fotovoltaicos.

A Corticeira Amorim fez realizou um programa de emissões de papel comercial verde de 11,6 milhões de euros, com maturidade de cinco anos, até 2026, informou a empresa, em comunicado divulgado esta segunda-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). É o terceiro financiamento sustentável em cerca de um ano.

“A Corticeira Amorim está determinada em aumentar a proporção do consumo de energia proveniente de fontes renováveis controladas pelo grupo, que em 2020 ascendia a 66%. Assim, as emissões ao abrigo deste programa destinar-se-ão a financiar a aquisição de painéis fotovoltaicos por diversas empresas do perímetro Corticeira Amorim no período de 2021 a 2024”, adianta a empresa com sede em Mozelos.

A compra permitirá, de acordo com a informação da Corticeira Amorim, gerar mais 30 gigawatts/hora, o que é cerca de 20% do consumo no ano passado, e evitar a emissão de 14.600 tCO2 (dióxido de carbono).

Já em agosto a cotada no PSI-20 havia anunciado o seu segundo financiamento sustentável, com a concretização de um programa de emissões de papel comercial sustainability linked no valor de 20 milhões de euros com maturidade até 2024, meses depois da emissão de obrigações verdes de 40 milhões de euros realizada há pouco mais de um ano, a 3 de dezembro de 2020, com o apoio do BPI/CaixaBank.

Nos primeiros nove meses do ano, a Corticeira Amorim teve lucros de 58 milhões de euros, o que representa um aumento homólogo de 19,6%, e as vendas fixaram-se em 637,1 milhões de euros até setembro de 2021, mais 11,5% do que em igual período do ano passado.

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado atingiu os 110,3 milhões, o que também significa uma subida – neste caso de 16,3% – em relação aos meses entre janeiro de novembro de 2020.

Já a dívida líquida ficou em 29,9 milhões de euros (menos 81 milhões de euros) por causa de uma “evolução muito favorável da geração de fluxos de caixa e da redução excecional das necessidades de fundo de maneio, o que é um decréscimo de 55 milhões de euros.

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