Corticeira Amorim sobe lucros 20,6% para 48 milhões de euros no primeiro semestre

As vendas da Corticeira Amorim atingiram 546 milhões de euros no primeiro semestre de 2022, um crescimento de 25,9% face ao período homólogo do ano anterior. A consolidação, desde 1 de janeiro, da atividade das empresas do Grupo Saci contribuiu significativamente para as vendas consolidadas da Corticeira.

Após resultados atribuíveis aos interesses que não controlam, o resultado líquido da Corticeira Amorim atingiu em junho os 48 milhões de euros, o que traduz uma subida de 20,6% face ao mesmo período de 2021. Excluindo as alterações no perímetro de consolidação, o resultado líquido cresceu 14,1%.

As vendas da Corticeira Amorim atingiram 546 milhões de euros no primeiro semestre de 2022, um crescimento de 25,9% face ao período homólogo do ano anterior.

A consolidação, desde 1 de janeiro, da atividade das empresas do Grupo Saci contribuiu significativamente para as vendas consolidadas da Corticeira Amorim – excluindo este efeito, o crescimento das vendas teria sido de 12,7%.

Apesar de alguns sinais de abrandamento no segundo trimestre, todas as Unidades de Negócio (UN) registaram um crescimento das vendas. Esta evolução reflete a melhoria do mix de produto, a subida de preços e o crescimento de volumes.

As vendas da UN Rolhas totalizaram 402 milhões, o que traduz um crescimento de 29,0% face ao primeiro semestre de 2021 (+10,7% excluindo alterações perímetro de consolidação).

A UN Revestimentos registou vendas de 77 milhões (+21,7% face ao período homólogo) e as vendas da UN Aglomerados Compósitos ascenderam a 62 milhões de euros (+7,1% face ao período homólogo), apresentando um crescimento na grande maioria dos mercados onde opera.

Por sua vez a UN Isolamentos reverteu a contração das vendas verificada nos primeiros três meses do ano, terminando o semestre com um crescimento de 10,6%. “Os maiores custos operacionais (nomeadamente decorrentes do aumento do preço de energia) e o aumento do preço de consumo de cortiça penalizaram os resultados operacionais”, diz a Corticeira Amorim.

O grupo, no consolidado, reporta que a evolução cambial teve também um impacto positivo nas vendas – excluindo este efeito, as vendas globais teriam subido 24,2% (+11,0% excluindo as alterações do perímetro de consolidação).

O EBITDA consolidado subiu para 98 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que compara com 77 milhões no período homólogo.

Excluindo o contributo da italiana Saci, o crescimento do EBITDA foi de 13,2%, “em linha com a evolução das vendas no período”, diz o grupo em comunicado.

“Ainda que as pressões inflacionistas, particularmente na energia, matérias-primas e transportes, tenham continuado a penalizar os resultados, os maiores níveis de atividade e a melhoria do mix de produto foram decisivos na proteção da rentabilidade”, acrescenta a empresa.

O rácio EBITDA/Vendas subiu para 18,0% (no primeiro semestre de 2021 foi de 17,8%).

No final de junho, a dívida remunerada líquida da Corticeira Amorim ascendia a 71 milhões de euros (em 2021 era de 48 milhões de euros). O primeiro pagamento relativo à aquisição da participação de 50% na Saci (25 milhões de euros), a aquisição dos restantes 50% da Cold River’s Homestead (15 milhões de euros), o acréscimo das necessidades de fundo de maneio (41 milhões), o aumento do investimento em ativo fixo (34 milhões) e o pagamento de dividendos (27 milhões de euros) contribuíram para o crescimento da dívida remunerada líquida face ao final do ano de 2021.

As ações da Corticeira Amorim caíram 1,15% para 10,36 euros.

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