Costa admite que “crescimento é poucochinho” em programa de TV humorístico

O primeiro-Ministro admitiu que o crescimento económico ficou abaixo das expectativas, no programa Governo Sombra da TVI24.

O primeiro-ministro admitiu ontem no programa humorístico “Governo Sombra” que o “crescimento é poucochinho”, referindo-se ao crescimento do PIB no programa humorístico da TVI24.

“Não é preciso ser Natal [para admitir]. É evidente que todos gostávamos de crescer mais. Não gostava? Eu gostava. É poucochinho, claro que é, como é evidente, claro que queríamos mais“, admitiu reconhecendo assim que as previsões do executivo ficaram aquém do esperado, tal como tem vindo a defender a oposição PSD/CDS-PP.

António Costa respondia ao desafio lançado por João Miguel Tavares de admitir que o crescimento económico era baixo e ficava abaixo das expectativas.  O primeiro-ministro afirmou ainda que, “se olhar para o contexto global [desemprego, aumento de rendimentos], os dados são positivos”.

“Quanto à dívida pública, para o ano, quando me convidar, já engole essa (…) para o ano já vai ser menor“, assegurou.

Já em resposta anterior ao humorista Ricardo Araújo Pereira sobre a sustentabilidade da dívida, António Costa disse que “era preciso não matar o devedor”, referindo-se aos credores europeus e à sua posição perante Portugal.

Sobre a geringonça, João Miguel Tavares disse que as posições conjuntas assinadas entre PS, BE, PCP e PEV são “como aqueles casamentos modernos, em que cada um vive na sua casa e só se juntam nas ocasiões felizes”  e António Costa explicou que “ao contrário do habitual, é mais original, mas funciona”, acrescentando: “E quem sabe se durará mais que outros casamentos“.

O Governo Sombra tem como moderador Carlos Vaz Marques, e como participantes Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira.

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