Costa diz que com o adicional ao IMI equilibra a Segurança Social até meados da década de 40

“O adicional do IMI permite alargar em seis anos o equilíbrio do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, passando agora para mais de metade da década de 40 deste século”, disse António Costa no Teatro São Luiz.

Rafael Marchante/Reuters

António Costa defendeu esta quarta-feira que o adicional do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) de valor patrimonial superior a 600 mil euros assegura a sustentabilidade do Fundo de Equilíbrio Financeiro da Segurança Social por mais seis anos.

O primeiro-ministro António Costa falava numa sessão de esclarecimento sobre a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2017, no Teatro de São Luiz, em Lisboa, quando justificava as razões de o executivo ter criado o novo imposto aplicável a património de elevado valor, avança a TVI 24.

A plateia eram membros do PS e Costa realçou que a receita deste adicional de IMI será “integralmente afeta ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social e  vai permitir alargar em seis anos o equilíbrio do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, para meados da década de 40 deste século. É para isso que serve este adicional, e não para “pagar um aumento de pensões em 2017, mas antes garante o pagamento das pensões futuras”.

António Costa disse ainda que “se formos encontrando formas de ir diversificando as fontes de financiamento, iremos também alargando o prazo de sustentabilidade da Segurança Social. Garantimos assim que não haverá desequilíbrios e, igualmente, que os impostos do dia-a-dia não têm que estar a reforçar a Segurança Social”.

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