Costa espera que 5 de outubro inspire solução na qual “a grande maioria dos portugueses se possa reconhecer”

“Amanha é dia 5 de outubro, é o dia em que comemoramos a República cujos valores essenciais são a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Tenho a certeza que esses valores nos servirão a todos de inspiração para construirmos uma solução com futuro, na qual a grande maioria dos portugueses se possa reconhecer de forma […]

“Amanha é dia 5 de outubro, é o dia em que comemoramos a República cujos valores essenciais são a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Tenho a certeza que esses valores nos servirão a todos de inspiração para construirmos uma solução com futuro, na qual a grande maioria dos portugueses se possa reconhecer de forma a devolver a esperança aos portugueses e confiança a todos no futuro de Portugal”. Assim terminou o discurso do líder socialista em que assume que o PS não teve o resultado desejado.

António Costa, no seu discurso, disse que “foi uma campanha muito difícil” e que quer “garantir que o PS será, nesta legislatura, inteiramente fiel a todos os compromissos que assumiu perante os portugueses” e que qualquer que “seja o lugar que ocupemos na Assembleia da República será este o nosso programa e a ele seremos fieis no cumprimento escrupuloso, como juramos fazer perante os nossos eleitores”.

“Quero que fique muito claro, o PS não alcançou os objetivos eleitorais que se propôs, e eu como secretário geral assumo por inteiro a responsabilidade política e pessoal pelo resultado do PS”, disse Costa.

Mas alerta: “A perda da maioria pela coligação constitui um novo quadro político, fruto da expressiva vontade de mudança que constitui o PSD e o CDS, no ónus de condições de governabilidade no quadro parlamentar a coligação tem de perceber que há um novo quadro e não pode julgar que pode continuar a governar como se nada tivesse acontecido”.

Costa deixou claro que o PS “fará tudo para cumprir o seu mantado” de concretizar o seu programa em quatro objectivos essenciais, “primeiro o virar de página na política de austeridade e na estratégia de empobrecimento consagrando um novo modelo de desenvolvimento e uma nova estratégia de consolidação das contas públicas assente no crescimento e no emprego, no aumento do rendimento das famílias e na criação de condições de investimento pelas empresas”.

Em segundo lugar, Costa promete “a defesa do Estado Social e dos serviços públicos. Na Segurança Social, na educação e na saúde, para um combate sério à pobreza e as desigualdades”. “Em terceiro lugar, relançar o investimento na ciência e na inovação, na educação, na formação e na cultura, devolvendo ao país uma visão de futuro na economia global do século XXI”, afirmou Costa.

E em quarto lugar, garantiu o “respeito pelos compromissos europeus, internacionais de Portugal e a defesa dos interesses de Portugal e da economia portuguesa na economia na União Europeia por uma política reforçada de convergência e coesão que permitam o crescimento sustentável e o crescimento do pais”.

Carlos Caldeira/OJE

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