Costa garante que OE2022 “responde às necessidades do país”

Segundo o primeiro-ministro “esta proposta foi referendada e a resposta dos portugueses foi esclarecedora”.

O primeiro-ministro, António Costa, abriu o debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2022 e nessa ocasião aproveitou para defender o documento, assegurando que o documento responde às necessidades do país.

Perante o hemicíclo, esta quinta-feira, Costa começou que recordar que a “30 de janeiro portugueses aprovaram de forma inequívoca” o Orçamento do Estado para 2022, um documento que o Parlamento tinha rejeitado. “Esta proposta foi referendada e a resposta dos portugueses foi esclarecedora”, garantiu.

Assim sendo, o chefe do Governo acredita que pode “dizer com confiança que sim, este é um orçamento que responde às necessidades do país, um orçamento que os portugueses e portuguesas desejam”.

“Mantemos os mesmos objetivos estratégicos e a mesma ambição”, sublinhou o primeiro-ministro, acrescentando que no Orçamento não ficou esquecido a alteração de cenário geopolítico, referindo-se à guerra na Ucrânia.

Apesar de destacar que o orçamento responde aos problemas do país, Costa não deixou de mencionar que “o que resta do ano de 2022 comporta amplos espaços de incerteza”. “Foi já assim nos últimos dois anos e será assim nos próximos tempos”, afirmou. Para Costa “importa reforçar ambição e manter foco em Portugal e nos portugueses”

Segundo o primeiro-ministro o atual orçamento mantêm como principais prioridades “apoiar o crescimento e recuperação do país”. “Se esta já era a prioridade certa o novo contexto só confirma a sua plena atualidade”, frisou.

Ainda durante o seu discurso inicial, António Costa considerou que “o Governo tem agido de forma rápida para fazer face a esta crise” e citou alguns exemplos do Orçamento do Estado, entre estes a “proposta de 1300 milhões de euros para apoiar as empresas e famílias”.

Além dos apoios para empresas e famílias, Costa garantiu que o Governo honrará “o compromisso em relação aos pensionistas, com aumento das pensões com efeitos retroativos” e que com o novo Orçamento 170 famílias vai ficar isentas de famílias.

A juntar-se às restantes medidas, o governante mencionou também os 250 milhões de euros para reforçar o Banco do Fomento”

 

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