Costa vs Passos. Segurança social anima debate

Depois das televisões, os principais candidatos a primeiro-ministro defrontaram-se na rádio, num frente-a-frente inédito transmitido em simultâneo pela TSF, Antena 1 e Rádio Renascença. As questões relacionadas com a segurança social e prestações sociais acabaram por ser a tónica do debate. Faltam pouco mais de duas semanas para as eleições legislativas, agendadas para 4 de outubro. […]


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Depois das televisões, os principais candidatos a primeiro-ministro defrontaram-se na rádio, num frente-a-frente inédito transmitido em simultâneo pela TSF, Antena 1 e Rádio Renascença. As questões relacionadas com a segurança social e prestações sociais acabaram por ser a tónica do debate. Faltam pouco mais de duas semanas para as eleições legislativas, agendadas para 4 de outubro.

Após a conclusão deste segundo encontro no Museu da Eletricidade, que se prolongou por mais meia hora do que inicialmente previsto, os analistas consideram que Passos Coelho esteve melhor que no debate da televisão e que António Costa manteve o perfil do debate transmitido a semana passada.

 

Intervenções finais 

Na intervenção final, António Costa apelou à confiança, depois de, durante o debate ter falhado na resposta à questão do corte das prestações não-contributiva e de ter fugido à resposta quando Passos Coelho desafiou a um acordo nesta matéria “quer ganhe, quer perca”.

António Costa começou a intervenção final a atacar Passos Coelho ao referir que este ficou “prisioneiro do seu passado”, no que diz respeito ao fracasso das metas (défice e dívida) ao não cumprimentos das promessas. “Todos os dias o vemos chocar-se com a realidade” e a marcar a “distância para o oásis que procura descrever”, disse.

O candidato socialista assinala que o PS se apresenta “com uma equipa renovada, com compromissos assumidos e contas feitas”. A nova equipa considera que é “necessário aumentar o rendimento das famílias”, compreende que “a competitividade se ganha” e defende “os serviços sociais em relação à privatização” proposta pela direita. Costa quer também um “reforço de uma postura de dignidade para um novo impulso à convergência”.

Por seu lado, Passos Coelho, nos seus argumentos finais, ao referir-se às medidas de austeridade que aplicou durante quatro anos, diz que outros não teriam feito de maneira muito diferente.

Passos Coelho relembra que o país conseguiu ultrapassar as dificuldades, porque “se mobilizou para que isso acontecesse”. Passos sublinha que o Governo foi “muito determinado”. “Foi graças ao nosso esforço que conseguimos hoje ter mais liberdade para futuro”.

Sobre a retoma, Passos Coelho recordou que “a economia cresce” e que “estamos a recuperar o emprego”, sendo agora preciso estabilidade. Passos diz que foi por isso que PSD e CDS se apresentaram coligados para estas eleições, para dar estabilidade aos portugueses ”, para lhes dar a possibilidade “de sonhar com os pés assentes no chão” e para “tirarem proveito das reformas que fizemos”.

Passos Coelho concluiu as considerações finais referindo que “Estou convencido que os portugueses não querem andar para trás – querem consolidar este caminho porque queremos crescer”.

 

Corrida equilibrada

Os jornalistas convidaram os candidatos para novos debates no futuro. Em reação, e referindo-se a um dos momentos em que Costa falhou durante o debate, Passos Coelho aproveitou para dizer que “pode ser que assim o dr. António Costa saiba quais são as prestações sociais” em que vai pôr condição de recursos. Durante o debate, Passos Coelho assinalou que “Mil milhões de euros é muito dinheiro” e que Costa tinha mesmo que dizer “a que prestações é que se refere”.

Os comentadores consideram que o debate na rádio – TSF, Rádio Renascença e Antena 1 – foi melhor do que o da televisão. Tendo-se falado menos do passado, não tanto de futuro, mas pelo menos um pouco sobre o presente, como assinalou António Vitorino, na TSF, após o debate. Este comentador elogiou também os jornalista e as perguntas que “foram colocadas de forma assertiva”.

Os comentadores acreditam que as “coisas estão muito equilibradas”, avança o comentador Marques Mendes na TSF, antecipando uma dinâmica de campanha muito interessante.

Vitorino considerou António Costa “solto, vivo, menos acutilante, mas acutilante q.b.”. No entanto, teve falhas: “a questão de dar a ideia de que não conhece o programa e as contas do seu próprio partido”.  Vitorino refere que António Costa “deveria ter ido um pouco mais longe, especialmente quando o opositor propôs acordo sobre a segurança social”, disse António Vitorino.

Pedro Passos Coelho “esteve melhor que a semana passada”, refere Vitorino. Especialmente quando refere que, está “disponível para no dia seguinte às eleições, quer ganhe quer perca, discutir a reforma do sistema de pensões”.

O comentador Marques Mendes, na TSF, assinala que é importante esclarecer as questões relacionadas com a Segurança Social, tema que é fundamental para os cidadão.

OJE

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