Covid-19: AMRR contra novas limitações de clientes no interior dos espaços comerciais

Após o Conselho de Ministros em que foi decidido reforçar as medidas de controlo da pandemia de covid-19, o secretário-geral da Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR), Marco Claudino, referiu que a “constante imprevisibilidade” na tomada de medidas dificulta o planeamento por parte das empresas estando já a levar a cancelamentos, sobretudo ao nível da restauração.

Flickr

A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) manifestou-se hoje contra a limitação de clientes nos espaços comerciais, duvidando da eficácia da solução, e criticou as novas restrições e a imprevisibilidade das medidas.

Em declarações à Lusa, após o Conselho de Ministros em que foi decidido reforçar as medidas de controlo da pandemia de covid-19, o secretário-geral da AMRR, Marco Claudino, referiu que a “constante imprevisibilidade” na tomada de medidas dificulta o planeamento por parte das empresas estando já a levar a cancelamentos, sobretudo ao nível da restauração.

As medidas hoje anunciadas pelo Governo, acrescentou, vêm impor um travão às empresas num momento em que começavam a ver “alguma luz ao fundo do túnel”, com o adicional de não obrigarem ao encerramento, mas de criarem novas restrições – o que as exclui dos apoios como o ‘lay-off’ simplificado ou o programa APOIAR.

No final de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro anunciou que foi decidido antecipar para o dia 25 de dezembro o início do período de contenção que estava previsto começar em 2 de janeiro, tendo optado por reforçar algumas medidas.

Assim, os espaços comerciais passam a ter uma limitação de um cliente por cada cinco metros quadrados, os clientes passam a ter de apresentar um teste negativo no acesso a hotéis e alojamentos turísticos e nos dias 24, 25, 30 e 31 de dezembro e 01 de janeiro passa também a ser obrigatório um teste negativo à covid -19 (antigénio feito em farmácia ou PCR) para acesso a restaurantes, casinos e festas de passagens ano.

Relativamente à limitação da lotação das lojas, Marco Claudino afirmou desconhecer a sustentação científica da medida e duvida da sua eficácia em evitar aglomerados de pessoas, lembrando o que sucedeu durante os largos meses em que esta medida esteve em vigor.

“No passado medidas deste género tiverem efeitos perniciosos porque levaram a aglomerações de pessoas à porta dos espaços comerciais”, referiu acrescentando que, no caso dos centros comerciais, acaba por se verificar uma dupla restrição o que penaliza as lojas que têm espaço para receber os clientes, mas a lotação do centro comercial impede-os de entrar.

“Não é uma medida justificada e há uma dificuldade que não pode ser escondida: nestes dois últimos anos estes espaços estiveram em grande parte ou encerrados ou com limitações de pessoas”, referiu para aludir às dificuldades que estas empresas enfrentam.

O secretário-geral da AMRR criticou também a “imprevisibilidade” das medidas que não tiveram em conta toda a logística instalada nos restaurantes, considerando que as novas restrições “vão acabar por levar a cancelamentos”.

Para Marco Claudino, nada o que aconteceu nestas últimas duas ou três semanas justifica as mudanças agora anunciadas.

Recomendadas

Digi e Cellnex celebram acordo para instalação de rede 5G em Portugal

Esta é a primeira informação oficial a surgir depois de a Digi ter investido mais de 67 milhões de euros na compra de licenças 5G no leilão da Anacom.

Mastercard quer oferecer soluções tecnológicas de pagamento que incluam criptomoedas

A Economista Responsável pelos Mercados da Europa, Médio-Oriente e África no Instituto Económico da Mastercard, Natalia Lechmanova, mostrou como os hábitos dos consumidores estão a alterar-se nas economias ocidentais, onde “as pessoas estão a dar cada vez mais prioridade às experiências e menos a “coisas”.

Mobilidade Sustentável: conheça a aposta da Schindler

Com a missão de ser cada vez mais sustentável, a Schindler estabeleceu para o ano de 2030 uma redução de 50% nas emissões de gases com efeito de estufa das suas atividades, com base nos dados de 2020.
Comentários