Covid-19: Chega diz que Governo deve criar “apoio extraordinário” para compensar restrições

O presidente do Chega falava em conferência de imprensa, no Funchal, ainda antes de as novas medidas serem comunicadas pelo chefe do executivo socialista, António Costa, na sequência da reunião do Conselho de Ministros.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O líder do Chega defendeu hoje que o Governo deve avançar imediatamente com um “suplemento de apoio extraordinário” para compensar os setores mais afetados pelas novas medidas de contenção da covid-19.

“O que nós pedimos ao Governo é que crie e lance já, imediatamente, um suplemento de apoio extraordinário”, afirmou André Ventura, indicando que a ajuda deve ser direcionada para os setores dos bares, discotecas, eventos, restauração, hotelaria e turismo.

O presidente do Chega falava em conferência de imprensa, no Funchal, ainda antes de as novas medidas serem comunicadas pelo chefe do executivo socialista, António Costa, na sequência da reunião do Conselho de Ministros.

André Ventura considerou algumas das medidas “desproporcionais”, como o encerramento de bares e discotecas no continente a partir de 25 de dezembro, a obrigatoriedade de apresentação teste negativo antigénio, além do certificado de vacinação, para acesso a eventos de final de ano em hotéis e restaurantes, e as limitações na lotação dos centros comerciais.

“Para quê estarmos com medidas desproporcionais, gravosas para as liberdades das pessoas, numa altura destas?”, questionou, vincando que “o Governo anda a ziguezaguear” e que a reação do Chega é “muito crítica”.

E reforçou afirmando ser necessário um “forte apoio para compensar o desastre” que “verdadeiramente aí vem”.

“Se estas são, tal como fomos informados, a medidas que estão em cima da mesa, nós vamos passar mal, a economia vai passar mal e o número de desempregados vai aumentar já no início do próximo ano e isso é bastante grave”, declarou.

André Ventura reconhece que o número de casos de covid-19 está a aumentar e que a Europa está em “sinal de grande contenção”, mas considera que “este irracional tem de parar algum dia”.

“Não percebemos que o governo avance para isto sem ter apoio extraordinário definido”, vincou.

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