Covid-19: Espanha finaliza planos para o Natal. Itália anuncia novos confinamentos

De acordo com o “El País”, este sábado, as comunidades de Madrid, Astúrias, Catalunha e Castela e Leão, atualmente consideradas regiões de risco extremo, optaram por reforçar as limitações. Em Itália, o governo de Giuseppe Conte aprovou o confinamento quase total em todo o país durante o período de festas.

Barcelona, Espanha | REUTERS/Nacho Doce

A uma semana do Natal, as comunidades autónomas de Espanha finalizam agora os diferentes planos com as medidas de restrição a adoptar durante o Natal e o Ano Novo dependendo do risco de contágio da Covid-19.

De acordo com o “El País”, este sábado, as comunidades de Madrid, Astúrias, Catalunha e Castela e Leão, atualmente consideradas regiões de risco extremo, optaram por reforçar as limitações, nomeadamente no que diz respeito ao número máximo de pessoas permitidas em reuniões familiares (entre seis e dez) e a permissão para se reunirem diferentes agregados.

Madrid, que planeava permitir ajuntamentos com um máximo de dez pessoas durante as festividades, reduziu o número para seis, enquanto na Catalunha haverá recolher obrigatório a partir da uma da manhã na noite de Natal e passagem de Ano e os bares e restaurantes apenas poderão estar abertos entre as 7h30 e as 9h30 e as 13h e as 15h30.

O jornal espanhol adianta também que nas regiões Castela e Leão os familiares poder-se-ão reunir entre 23 e 26 de dezembro, 30 de dezembro e 2 de janeiro e nos dias 5 e 6 de janeiro. Já as Astúrias impuseram a realização de testes de diagnóstico à covid-19 (PCR) a todos os jovens entre os 18 e os 30 anos que entrem na região e se pretendam reunir com pessoas com mais de 65 anos.

A comunidade de Valência não vai permitir sequer a entrada de pessoas que não têm residência na região e as Canárias e Baleares também reforçaram as medidas nas ilhas mais afectadas pela covid-19 (Tenerife e Maiorca). Por sua vez, regiões como o País Basco e Andaluzia não descartam uma nova reavaliação das medidas nos próximos dias.

Já o governo italiano aprovou na sexta-feira o confinamento quase total em todo o país durante o período de festas, entre 24 de dezembro e 6 de janeiro, para travar a propagação da Covid-19. “A situação continua difícil, também em toda a Europa e o vírus continua a circular. Deixa-se dobrar, mas não derrotar. Temos de intervir e asseguro-vos que não é uma decisão fácil. Foi por isso que adoptámos um novo decreto equilibrado”, disse o primeiro-ministro, Giuseppe Conte.

O confinamento quase total (com o encerramento de bares, restaurantes e lojas não-essenciais) entrará em vigor nas datas mais importantes entre o Natal e o Ano Novo, nomeadamente nos feriados e suas vésperas, sendo que nos dias úteis as medidas serão aligeiradas.

Recomendadas

Covid-19: Principal órgão de segurança da China quer “repressão” das “forças hostis”

O principal órgão de segurança da China apelou hoje à “repressão” das “forças hostis”, após os protestos dos últimos dias nas principais cidades chinesas contra as restrições sanitárias e limitações das liberdades individuais.

Covid-19: Universidades chinesas mandam estudantes para casa

Universidades chinesas estão a enviar estudantes para casa para tentar evitar mais manifestações de protesto contra as restrições anticovid, numa altura em que muitas cidades estão a pedir aos residentes que evitem viajar.

Narrativa triunfal de Pequim sobre ‘zero covid’ confrontada com protestos

Após ter passado dois anos a cultivar uma narrativa triunfal quanto à estratégia ‘zero covid’, apesar dos custos económicos e sociais inerentes, a liderança chinesa parece estar encurralada face aos novos protestos da população.
Comentários