Covid-19. Macau abre fronteiras a diplomatas

Macau passou a permitir, a partir de hoje, a entrada de diplomatas sem autorização prévia por parte das autoridades sanitárias, pela primeira vez desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19.

O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus dos Serviços de Saúde de Macau (SSM) anunciou no sábado à noite o levantamento das restrições à entrada dos titulares de documentos diplomáticos.

Segundo um comunicado, a isenção inclui titulares de passaporte diplomático, passaporte emitido pelas Nações Unidas – conhecido como “laissez passer” – ou cartão de identificação de agente diplomático ou de funcionário consular emitido pelo Governo de Macau.

Ao contrário do que acontece para quem entra pela fronteira com a China continental, quem chega do estrangeiro ou de Hong Kong continua a ser obrigado a cumprir uma quarentena de sete dias num hotel, seguido de três dias de “auto-vigilância médica” que pode ser feita em casa.

Em 01 de setembro, a região chinesa passou a permitir a entrada de cidadãos de 41 países, incluindo o Brasil, Estados Unidos, Austrália, Japão e Coreia do Sul.

No mesmo dia, a chefe substituta da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos SSM, Wong Weng Man, tinha prometido que Macau iria “abrir gradualmente” as portas a outros estrangeiros.

Em abril deste ano, o território tinha levantado as restrições fronteiriças a estudantes universitários, profissionais do ensino estrangeiro, como professores portugueses, e trabalhadores das Filipinas.

A isenção foi mais tarde alargada a trabalhadores oriundos da Indonésia, também situada no sudeste asiático, região que é a principal fonte de trabalhadores estrangeiros para Macau.

Macau segue a política de zero casos imposta por Pequim, apostando na testagem massiva da população e em confinamentos para evitar a propagação dos casos de covid-19.

A região administrativa especial chinesa registou seis mortos e pouco mais de 1.800 casos desde o início da pandemia.

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