Covid-19: PAN pede bom senso para campanha presidencial

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) apoia genericamente as medidas restritivas para o Natal e Ano Novo devido à pandemia, não diz se volta a abster-se na renovação do estado de emergência e pede bom senso para a campanha presidencial.

“O PAN não vai ser muleta, pin ou flor na lapela.”

Após ser recebido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a renovação do estado de exceção, de 24 de dezembro até 07 de janeiro, devido à pandemia de covid-19, André Silva, porta-voz e deputado do PAN, afirmou que o partido só definirá o seu sentido de voto na renovação do estado de emergência depois de ver o decreto e disse concordar com o Governo quanto a “abrir as restrições” na quadra das festas.

E apelou à responsabilidade das pessoas para que “circunscrevam os contactos ao seu núcleo familiar mais restrito”, mantendo uma atitude de “responsabilização pessoal”.

Já quanto a uma eventual declaração do estado de emergência durante a campanha eleitoral para as presidenciais de 24 de janeiro de 2021, defendeu que deve existir um diálogo com a Direção-Geral da Saúde (DGS) mas sem impor regras.

“A DGS não pode impor restrições aos direitos políticos. E apela-se a que os candidatos, dentro do quadro de direitos políticos, consigam desenvolver a sua atividade política sem restrições”, disse.

“Mas tendo em conta as orientações gerais e de bom senso de saúde pública”, acrescentou.

E admitiu que os candidatos presidenciais poderão fazer ações de rua, desde que cumpram “as orientações” da DGS, “desde que se mantenha o distanciamento social”.

O Presidente da República está hoje a fazer uma ronda de audiências com os partidos com representação parlamentar sobre a provável renovação do estado de emergência até 07 de janeiro.

De manhã, Marcelo Rebelo de Sousa recebe a Iniciativa Liberal (IL), Chega, Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), CDS e PCP. À tarde, é recebido o Bloco de Esquerda, PSD e PS.

Marcelo já informou que não falará ao país sobre a provável renovação do estado de emergência até janeiro, como fez anteriormente, por ser agora candidato presidencial.

A seguir, vai consultar o Governo sobre o “muito provável” decreto de renovação do estado de emergência de 24 de dezembro até 07 de janeiro, disse o Presidente, em 10 de dezembro.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.636.687 mortos resultantes de mais de 73,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 5.733 pessoas dos 353.576 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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