Covid-19. Qual a eficácia das vacinas contra a Ómicron?

No geral os estudos científicos demonstram que duas doses das vacinas contra a Covid-19 não são suficientemente eficazes contra a Ómicron e como tal será necessária uma terceira dose.

Aos poucos a Ómicron sobrepõem-se às restantes variantes da Covid-19 e a eficácia das vacinas fica aquém do esperado. As farmacêuticas preparam adaptações das vacinas, sendo que na sua maioria os dados científicos demonstram que estas revelam uma fraca eficácia contra a variante que foi identificada pela primeira vez na África do Sul.

Terceira dose da Sinopahrm com capacidade significativamente menor

A vacina de reforço COVID-19 produzida pela farmacêutica chinesa Sinopharm teve atividade neutralizante “significativamente menor” contra a variante Omicron, segundo um estudo da universidade de Shanghai Jiao Tong citada pela “Reuters”.

A atividade de anticorpos neutralizantes de um reforço da Sinopharm BBIBP-CorV contra Omicron demostrou uma redução de 20,1 vezes, em comparação com a atividade contra uma variante analisada provinda de Wuhan.

Duas doses da Astrazeneca e Pfizer insuficiente

Um estudo da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido analisou dados de 581 casos Omicron e milhares de casos Delta para calcular a eficácia das vacinas contra a nova variante. A análise mostrou uma queda dramática na eficácia da vacina Oxford-AstraZeneca e uma queda significativa para duas doses de Pfizer. No entanto, uma terceiro evitou que cerca de 75% das pessoas tivessem quaisquer sintomas de Covid.

Paralelamente um estudo realizado em Hong Kong, e citado pela Euronews, chegou a conclusões semelhantes. Duas doses da vacina da Pfizer e Sinovac não produzem “níveis suficientes” de anticorpos contra a variante Omicron. Num grupo de 25 recetores de duas doses da Pfizer / BioNTech, apenas cinco tinham anticorpos neutralizantes suficientes, reduzindo a eficácia da vacina para 20-24%.

Assim sendo, os cientistas da Universidade de Hong Kong recomendaram que as pessoas recebessem uma terceira dose das vacinas Pfizer / BioNTech e Sinovac “o mais rápido possível”.

Por sua vez, um estudo divulgado no site da Pfizer recomendou a administração das três doses. “Estudos preliminares demonstram que três doses da vacina Pfizer-BioNTech COVID-19 neutralizam a variante Omicron (linhagem B.1.1.529), enquanto duas doses mostram uma neutralização significativamente reduzida”, aponta a farmacêutica, acrescentando que “os dados indicam que uma terceira dose de BNT162b2 anticorpos neutralizantes em 25 vezes em comparação com duas doses contra a variante Omicron”.

Johnson& Johnson e Sputink V sem atividade neutralizante

Um estudo conduzido pela Humabs Biomed SA, uma unidade da Vir Biotechnology, revelou que as vacinas COVID-19 da farmacêutica norte-americana Johnson & Johnson bem como da russa Sputnik V shot, não demonstraram atividade neutralizante contra a variante Omicron.

Já as vacinas da Moderna, AstraZeneca, Pfizer  e parceira mantiveram a atividade contra Omicron, mas a sua resposta  foi muito reduzida quando comparada com variante original.

Em reação ao estudo da Humabs Biomed o Centro Gamaleya da Rússia divulgou um comunicado onde argumenta que a injeção do Sputnik V foi testada “deliberadamente utilizando amostras que não são representativas” e, como tal não poderiam ter chegado conclusões sobre a eficácia contra a variante Omicron com base no estudo.

Na sexta-feira o Fundo Russo de Investimento Direto disse que a vacina induz uma resposta de anticorpos “neutralizantes robustos” à variante Omicron, referindo um estudo preliminar de laboratório do Centro Gamaleya.

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