Covid-19: Regulador da UE aprova primeiras doses de reforço contra a Ómicron (com áudio)

O sinal verde final está sujeito agora à aprovação da Comissão Europeia, que deve acontecer em breve.

O regulador de medicamentos da União Europeia aprovou, esta quinta-feira, dois reforços independentes da vacina contra a Covid-19 atualizados para combater a variante Ómicron, desenvolvidos pela Moderna e pela parceria da Pfizer e BioNTech.

A Europa está a preparar-se para lançar as vacinas antes de um aumento previsto de infeções neste inverno. As novas vacinas combatem tanto a versão BA.1 da Ómicron como o vírus original detetado pela primeira vez na China.

A recomendação é que as vacinas sejam autorizadas para as pessoas a partir dos doze anos (inclusive) que tenham recebido pelo menos a vacinação primária contra a Covid-19, informou a Agência Europeia do Medicamento (EMA).

O sinal verde final está sujeito agora à aprovação da Comissão Europeia, que deve acontecer em breve.

A Grã-Bretanha tornou-se, em agosto, o primeiro país a autorizar a vacina contra a Ómicron, a que se seguiram rapidamente a Suíça e a Austrália.

As últimas recomendações da EMA acontecem numa altura em a Pfizer e a Moderna submeteram a aprovação o reforço para atingir as variantes BA.4 e BA.5 atualmente dominantes, juntamente com o vírus original.

Espera-se que a EMA avalie estas vacinas nas próximas semanas, disse a Comissária Europeia da Saúde e Segurança Alimentar, Stella Kyriakides, em comunicado, esta quinta-feira.

As autoridades da UE sinalizaram nos últimos meses que estavam abertas a usar inicialmente vacinas direcionadas à variante BA.1, mais antiga, já que aquelas direcionadas especificamente às ramificações mais recentes da Ómicron, BA.4 e BA.5, estão mais atrasadas no desenvolvimento.

Contrariamente, o regulador dos Estados Unidos (Food and Drug Administration – FDA) insistiu que estava interessado apenas em vacinas que visassem as variantes BA.4 e BA.5, tendo, na passada quarta-feira garantido a aprovação das mesmas.

Dado que a BA.1 surgiu primeiro, os dados de testes em humanos foram submetidos aos reguladores da UE, enquanto que para as vacinas que visam a BA.4 e BA.5, aas submissões ao regulador dos EUA são baseadas em dados de laboratório e animais.

O uso de dados de animais e laboratório para solicitar aprovação regulatória não é novo, e é feito regularmente para vacinas contra a gripe, que são renovadas a cada ano para combater novas variantes.

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