Governo da Madeira: “Se tivermos que tomar medidas gravosas não há meios financeiros para acudir” como antes

O governante disse que a Madeira quer manter a economia em funcionamento, e apelou à “responsabilidade” e ao “compromisso” da população e dos empresários dos estabelecimentos de diversão noturna, onde a “perigosidade” e o “risco de propagação” [do vírus] é maior.

O secretário regional da Economia, Rui Barreto, admitiu que se houver necessidade de se tomar medidas gravosas, para controlo da pandemia da Covid-19, na Madeira, “não há mais meios financeiros para acudir [os empresários] da forma que fizemos até há bem pouco tempo”.

O governante falava após uma reunião com um grupo de empresários do setor da restauração e diversão noturna, no Funchal, na qual participaram também o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, e representantes da Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF).

O secretário da Economia, Rui Barreto, afirmou, por seu lado, que a Europa está a enfrentar uma “fase crítica” da pandemia, com vários países a avançar para medidas mais restritivas.

“Nós não queremos isso aqui, nós queremos manter a nossa economia em funcionamento”, disse, apelando à “responsabilidade” e ao “compromisso” da população e dos empresários dos estabelecimentos de diversão noturna, onde a “perigosidade” e o “risco de propagação” [do vírus] é maior.

E alertou: “Se tivermos de tomar medidas gravosas, não há mais meios financeiros para acudir [os empresários] da forma que fizemos até há bem pouco tempo”.

Rui Barreto indicou que as autoridades vão reforçar a fiscalização no período que decorre até ao fim do ano e manifestou-se satisfeito com o compromisso dos empresários de exigir aos clientes certificado de vacinação e teste negativo, situação quem tem sido descurada pela maioria dos estabelecimentos.

De acordo com os dados mais recentes da Direção Regional de Saúde, o arquipélago da Madeira, com cerca de 250.000 habitantes, regista 1.445 casos ativos de Covid-19, com 53 doentes hospitalizados, num total de 16.373 confirmados desde o início da pandemia.

A região autónoma sinaliza também 123 óbitos associados à doença.

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