Credit Suisse estuda criar um ‘bad bank’ e dividir-se em três (com áudio)

O Credit Suisse está a estudar a criação de um “bad bank” que agruparia os ativos de má qualidade, separar a unidade de consultoria financeira, ficando o atual banco com o resto, segundo o FT.

O Credit Suisse está a preparar um novo plano de negócios no qual planeia dividir o seu banco de investimento em três e criar um ‘bad bank’ cujo balanço será composto por ativos mais arriscados, como tentativa de limpar três anos de escândalos.

O banco está assim a equacionar medidas mais radicais para dar a volta ao impacto negativo dos últimos problemas financeiros mediáticos.

Segundo o “Financial Times”, o banco suíço desenhou um plano que passa pela divisão em três instituições distintas e contempla também a venda de ativos mais atrativos, tudo com o objetivo de evitar um aumento de capital que representaria mais um dano na imagem do banco perante os mercados.

O Credit Suisse está assim a estudar a criação de um “bad bank” que agruparia os ativos de má qualidade, separar a unidade de aconselhamento financeiro, ficando o atual banco com o resto.

Pelas propostas apresentadas ao conselho do grupo, o Credit Suisse espera vender algumas das suas unidades mais lucrativas, como o negócio de produtos de securitização, segundo pessoas a par dos planos consultadas pelo “Financial Times”.

O presidente Axel Lehmann nomeou Ulrich Körner como presidente executivo, este verão, com instruções para realizar uma reorganização radical do banco, que foi atormentado por um escândalo de espionagem corporativa, fecho de fundos de investimento, uma perda recorde nas operações de bolsa e uma série de processos judiciais nos últimos anos.

A equipa executiva planeia revelar a nova estratégia, que deverá incluir milhares de cortes de postos de trabalho, nos resultados do terceiro trimestre do banco a 27 de outubro.

As últimas propostas em consideração põem então o banco de investimento a ser dividido em três partes: o negócio de consultoria do grupo, que poderia ser autonomizado numa fase posterior; um “banco mau” para deter ativos de alto risco; e o resto do negócio.

“Dissemos que nos atualizaremos sobre o progresso da nossa revisão estratégica global quando anunciarmos os nossos resultados do terceiro trimestre”, disse Credit Suisse numa declaração citada pelo FY e reproduzida por vários jornais, nomeadamente pelo El Economista. “Seria prematuro comentar qualquer potencial resultado antes disso”, adiantou a mesma fonte.

 

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