Crédito à habitação com o crescimento mais elevado desde outubro de 2008

Os empréstimos aos particulares voltaram a acelerar nas finalidades habitação e consumo. No fim de março, o montante total de empréstimos à habitação era de 97,9 mil milhões de euros e o montante total de empréstimos ao consumo era de 19,9 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal.

O Banco de Portugal revelou hoje que os empréstimos à habitação no final de março tiveram o crescimento mais elevado desde outubro de 2008, enquanto os depósitos de particulares aceleraram, contrariando a tendência dos últimos três meses.

Os empréstimos aos particulares voltaram a acelerar nas finalidades habitação e consumo. No fim de março, o montante total de empréstimos à habitação era de 97,9 mil milhões de euros e o montante total de empréstimos ao consumo era de 19,9 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal. “Em ambas as finalidades, a subida foi de 4,8% relativamente a março de 2021. Os empréstimos à habitação não cresciam tanto desde outubro de 2008”, refere o banco central.

No final de março de 2022, o montante total de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas era de 76,2 mil milhões de euros. Estes empréstimos cresceram 3,3% em relação a março de 2021.

Desde março de 2021 que os empréstimos concedidos às empresas têm registado uma tendência de desaceleração, diz o Banco de Portugal. “Em março de 2022, esta desaceleração foi transversal a todas as classes de dimensão (com exceção das microempresas) e mais expressiva nas empresas do setor do alojamento e restauração e das atividades de informação e de comunicação”, acrescenta o regulador da banca.

Famílias tinham 175,1 mil milhões em depósitos no fim de março

No final de março de 2022, os particulares tinham depositado nos bancos residentes 175,1 mil milhões de euros e as empresas 63,6 mil milhões de euros.

Os depósitos das empresas cresceram 16,3% em relação a março de 2021.  Já os depósitos de particulares interromperam o movimento de desaceleração que se registava desde dezembro de 2021 e cresceram 6,4% em comparação com o mês homólogo.

A evolução dos empréstimos e dos depósitos é medida pela taxa de variação anual, o que significa que é calculada apenas com base no montante das transações (concessão e amortização/reembolso de empréstimos e depósitos), desconsiderando outros efeitos (por exemplo, cambiais).

 

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