Crédito à Habitação: Será que tenho de fazer o seguro de vida no meu banco?

Neste artigo vamos dar-lhe algumas dicas para que consiga otimizar o custo financeiro do seu contrato de crédito habitação, nomeadamente tendo em consideração o custo dos seguros de vida.

Já reparou que existe de novo uma grande guerra comercial na banca para a concessão de crédito habitação? Quais serão os motivos? E como é feita esta guerra? Neste artigo vamos dar-lhe algumas dicas para que consiga otimizar o custo financeiro do seu contrato de crédito habitação, nomeadamente tendo em consideração o custo dos seguros de vida.

Será que tenho de fazer o seguro de vida no meu banco?

A resposta é simples e imediata. Não. Não temos de fazer o seguro de vida com o banco onde contratamos o crédito habitação. Por ser tão importante repetimos por outras palavras. Podemos fazer o seguro de vida crédito habitação onde quisermos, sendo esta uma imposição legal.

Isto é válido para que contratos?

Podemos transferir o seguro de vida crédito habitação para outra companhia se já tivermos um crédito em curso ou podemos fazer um novo seguro de vida se formos comprar um novo imóvel.

Porque é que podemos mudar de seguradora?

É possível mudar de seguradora e o motivo desta alteração legislativa é muito simples. Por detrás de um spread atrativo acabavam por ser escondidos outros custos que tornavam as diferentes propostas de crédito muito difíceis de comparar. Logo, spreads baixos tendiam a vir acompanhados de prémios de seguro de vida mais elevados, mesmo que para coberturas piores. Logo, o Governo quis aumentar a concorrência e com isso promover a poupança junto das famílias portuguesas.

Como posso poupar dinheiro?

A aposta em seguradoras especialistas torna possível a poupança ao mesmo tempo que aumentamos as coberturas. Assim, não só protegemos melhor as nossas famílias como libertamos espaço no orçamento familiar para fazer outros gastos.

Mas será que o preço é o único fator de análise?

Quer falemos do prémio do seguro de vida quer falemos do spread ou da nossa relação bancária em geral, deveremos considerar que o preço não é o único fator a ter em consideração. Logo, devemos ter em atenção a qualidade das instituições com quem trabalhamos, a solidez do banco a quem entregamos o nosso dinheiro e o nível de serviço que contratamos. O preço não pode nem deve ser o principal fator a considerar. No entanto, conseguimos com alguma negociação melhorar a nossa vida financeira e de forma muito rápida.

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