Criação de empresas cresce 17% até ao final do terceiro trimestre

“Apesar deste crescimento, a evolução trimestral em 2022 tem registado um abrandamento consecutivo: no primeiro trimestre, o crescimento de novas empresas foi de 34%, caindo depois para os 9% no segundo e para os 7% no terceiro. Ainda assim, é expectável que o ano de 2022 termine com um número de constituições superior ao de 2021”, informa o comunicado.

A criação de empresas cresce 17% até ao final do terceiro trimestre face ao período homólogo de 2021, fruto da criação de mais 5.205 empresas para um total de 36.323, revela o Barómetro da Informa D&B.

A subida das constituições é transversal a todas as regiões, com a Área Metropolitana de Lisboa a concentrar grande parte destas novas empresas (+3.329 constituições, um crescimento de 29%).

“Apesar deste crescimento, a evolução trimestral em 2022 tem registado um abrandamento consecutivo: no primeiro trimestre, o crescimento de novas empresas foi de 34%, caindo depois para os 9% no segundo e para os 7% no terceiro. Ainda assim, é expectável que o ano de 2022 termine com um número de constituições superior ao de 2021″, informa o comunicado.

O sector do Retalho caiu pela sétima vez este ano (exceção para agosto) — desta feita 12% face ao mesmo período de 2021. Também a Agricultura e outros recursos naturais, e Indústrias são os únicos baixaram no número de constituições até 30 de setembro de 2022.

A queda do Retalho é transversal a quase todos os seus subsetores, com destaque para o Retalho de Têxtil e Moda, Generalista e Restante retalho. Apenas o Retalho Automóvel regista um aumento do número de novas empresas, indica a Informa D&B.

” Entre os setores com os maiores crescimentos na criação de novas empresas destacam-se os Transportes (+129%), as Tecnologias de informação e comunicação (+29%), os Serviços Gerais (+25%) e o Alojamento e restauração (+23%)”, lê-se no documento.

Face ao período antes da pandemia, a criação de novas empresas está ainda 5% abaixo. Apenas os setores das Tecnologias de Informação e Comunicação (+29%), das Atividades Imobiliárias (+20%) e o dos Serviços Empresariais (+2%) superam já o ano de 2019″, acrescenta.

Quanto aos encerramentos, entre o início de janeiro até 30 de setembro, fecharam portas 8.826 empresas, o que corresponde a menos 50 que o período homólogo e a uma variação negativa de -0,6%. Mais de metade dos sectores apresentam valores inferiores a 2021, sendo o sector Grossista o que mais contribui para o decréscimo global.

Já as insolvências desceram 20%, fruto de 1.211 novos processos de insolvência, valor que representa uma descida de 20% face ao período homólogo, mantendo uma tendência que se verifica há quase um ano e meio. “O sector dos Transportes, que é aquele com o maior crescimento na criação de novas empresas, é o único a registar um aumento do número de insolvências, com mais 11 novos processos em 2022”, conclui.

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