Criação líquida de emprego deve crescer 31% no último trimestre do ano, prevê estudo

Os empregadores nacionais mantêm perspetivas de criação de emprego muito positivas, com 41% a acreditar que vai manter o número de colaboradores e apenas 14% a antever uma redução. A região do Grande Porto é a que apresenta melhores perspetivas.

Decidir um plano de ação

Os empregadores nacionais mantêm perspetivas de criação de emprego muito positivas para o último trimestre de 2022 uma vez que a criação líquida de emprego deve crescer 31% (valor já ajustado sazonalmente) no quarto trimestre do ano, de acordo com as conclusões de um estudo do grupo Manpower, divulgadas esta terça-feira.

Dos empregadores sondados, 41% acredita que vai manter o número de colaboradores e apenas 14% antevê reduzir a força de trabalho.

Deste modo, o estudo projeta a criação líquida de emprego em +31% (valor já ajustado sazonalmente) no quarto trimestre do ano. Números que significam uma baixa de um ponto percentual (p.p.) face ao último trimestre, mas que são animadores se comparados com o período homólogo, com um crescimento de 19 p.p.. Portugal destaca-se na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) por ter o segundo maior aumento deste valor.

Os empregadores de 10 dos 11 sectores abordados esperam aumentar as suas equipas no último trimestre do ano. Ainda assim, face ao trimestre anterior, existem sinais de abrandamento nas contratações em seis destes sectores.

O comércio grossista e retalhista é o sector que antevê um cenário mais positivo, com uma projeção de +46% face ao semestre anterior (crescimento de 17 p.p.), seguindo-se a indústria, com +34% (subida de 3 p.p.) e o sector das tecnologias de informação, telecomunicações, comunicação e média, que avança com uma Projeção de +33% (redução de 13 p.p.).

Já os sectores da restauração e hotelaria e da banca, finanças, seguros e imobiliário apresentam projeções de +31% e +25%, respetivamente, valores que decrescem em 7 e 18 p.p., pela mesma ordem, comparativamente com o semestre anterior.

A construção e outras atividades de serviços apresentam uma projeção de +23% (menos 16 p.p.). Como os sectores que se encontram menos otimistas, encontram-se a produção primária, com +21% e a educação, saúde, trabalho social e governamental, com +20%.

Olhando às regiões do território nacional, o Grande Porto apresenta uma projeção de +40% face ao período homólogo e é a única com variação positiva em comparação com o último trimestre, tendo crescido três p.p.. Seguem-se a região Sul (+32% e menos sete p.p.), a área da Grande Lisboa (+26% e menos sete p.p.), a região Centro (+20%) e a região Norte (+18% e menos sete p.p.).

As grandes empresas são as que apresentam melhores perspetivas, com uma projeção de +38%, o que significa um aumento na ordem dos cinco p.p..

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