Crianças vítimas de abusos sexuais obrigadas a contar o que se passou oito vezes

Uma criança vítima de abuso sexual é sujeita a recontar a sua história pelo menos oito vezes, o que resulta numa “revitimização absolutamente inaceitável”, avisaram hoje especialistas, que alertaram para as consequências “gravíssimas” entre a minoria que denuncia.

Hoje assinala-se o Dia Europeu para a Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual e o tema foi debatido durante a manhã, na Assembleia da República, onde os especialistas lembraram que, em média, uma em cada cinco crianças é ou foi vítima de abusos sexuais.

Além deste dado, esteve também em destaque o facto de estas crianças e jovens serem vítimas do próprio sistema, desde a escola, às policias, passando pelos meios de investigação e acabando nos tribunais, que as obrigam a contar uma e outra vez a situação pela qual passaram.

Segundo a vice-presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) “está também comprovado que as crianças vítimas de abusos sexuais têm de contar a sua história oito vezes”.

“Isto é uma revitimização daquela criança que é absolutamente inaceitável e, por isso, todos os mecanismos que consigamos adotar e desenvolver são muito bem-vindos”, defendeu Maria João Fernandes.

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