Crise administrativa força CEO da Boeing a demitir-se

Quem assume o cargo de CEO é o atual presidente David Calhoun. A mudança na gestão ocorre quando a maior fabricante de aviões do mundo luta para obter aprovações regulatórias para o seu avião mais vendido, enquanto tenta recuperar a confiança dos passageiros e clientes das companhias aéreas.

O chefe executivo da Boeing, Dennis A. Muilenburg, apresentou esta segunda-feira a sua demissão agravando ainda mais a crise na administração interna da empresa provocada pela queda de dois aviões 737 Max que iraram a vida a 346 pessoas.

A decisão de despedir o executivo foi tomada durante uma chamada em conferência, no domingo, escreve o New York Times citando duas pessoas informadas sobre o assunto que falaram sob condição de anonimato para discutir deliberações internas.

A demissão de Muilenburg foi revelada pela Boeing num comunicado que refere que “o conselho de administração decidiu que era necessária uma mudança de liderança para restabelecer a confiança na capacidade da empresa de seguir em frente, numa altura em que trabalha para reparar o relacionamento com reguladores, clientes e todos os restantes stakeholders“.

A mudança na gestão ocorre quando a maior fabricante de aviões do mundo luta para obter aprovações regulatórias para o seu avião mais vendido, enquanto tenta recuperar a confiança dos passageiros e clientes das companhias aéreas.

O presidente David Calhoun assumirá o cargo de CEO e presidente a partir de 13 de janeiro, informou a empresa, acrescentando que era necessária uma mudança de liderança para restaurar a confiança na empresa.

“Acredito firmemente no futuro da Boeing e do 737 Max. Sinto-me honrado de liderar esta grande empresa e os 150 mil funcionários dedicados que estão a trabalhar arduamente para criar o futuro da aviação”, afirmou Calhoun, citado no comunicado.

O analista aeroespacial Richard Aboulafia considera que a nomeação de Calhoun, que anteriormente atuava como chefe da operação da private equity do Blackstone Group, fornecerá a estabilidade necessária a curto prazo, mas não a “estabilidade em engenharia” de que a empresa precisa.

A demissão do CEO da Boeing acontece um dia depois de a cápsula espacial da empresa, a Starliner, sem tripulação a bordo, ter falhado a acoplagem com a Estação Espacial Internacional (EEI) e ter aterrado num deserto no oeste dos Estados Unidos. O fabrico do 737 Max encontra-se atualmente suspenso.

As ações da Boeing caíram 22% desde o início desta crise, custando à empresa mais de 8 mil milhões de dólares e afetando uma cadeia de fornecimentos que se estende a 8 mil empresas.

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