Crise energética no Reino Unido. Motorista esperou sete horas para encher Bentley de Ronaldo sem sucesso

A escassez de camionistas pós-Brexit foi exacerbada pela interrupção dos testes de carta de condução de camião durante os confinamentos provocados pela Covid-19, bem como pelas pessoas que deixaram o sector dos transportes. A acrescentar a tudo isto, a subida dos preços do gás desencadeou uma escassez de produtos básicos de primeira necessidade em todo o Reino Unido.

O Reino Unido vive dias de incerteza devido à com a escassez de motoristas de camiões e ao aumento nos preços do gás natural europeu levando algumas empresas energéticas à falência e, consequentemente, sobrecarregando as cadeias de abastecimento. De nada serviu o estatuto de Cristiano Ronaldo na hora de abastecer o seu Bentley. Segundo imagens recolhidas pelo “The Sun”, o motorista do craque português esteve sete horas num posto de abastecimento de combustível para encher o depósito, mas saiu de “mãos a abanar”.

A escassez de camionistas pós-Brexit foi exacerbada pela interrupção dos testes de carta de condução de camião durante os confinamentos provocados pela Covid-19, bem como pelas pessoas que deixaram o sector dos transportes. A acrescentar a tudo isto, a subida dos preços do gás desencadeou uma escassez de produtos básicos de primeira necessidade em todo o Reino Unido, que vive momentos de pânico –  palavra que o primeiro-ministro britânico pediu à população para não usar, por considerar que aumenta a preocupação generalizada que se vive no território.

“O que queremos fazer é ter a certeza de que temos todos os preparativos necessários para sobreviver até o Natal e depois, não apenas no abastecimento dos postos de gasolina, mas em todas as partes da nossa cadeia de abastecimento”, disse Johnson.

Para lidar com a falta de motoristas, o governo foi forçado a adotar medidas que havia anteriormente descartado, como a emissão de vistos temporários para cinco mil motoristas estrangeiros. Londres também pediu a um número limitado de motoristas militares em prontidão para poderem transportar combustível, caso seja necessário.

Os comentários de Johnson foram os primeiros desde que os problemas de abastecimento de combustível começaram no final da semana passada, quando as empresas de petróleo relataram dificuldade em transportar gasolina e gasóleo das refinarias para os postos de abastecimento.

Tem havido pedidos crescentes para que médicos, enfermeiras e outros trabalhadores essenciais tenham prioridade no abastecimento dos seus carros para manter hospitais e serviços de assistência social a funcionar, mas Johnson disse que seria melhor se “estabilizássemos da maneira normal”.

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