Crise financeira na Câmara Municipal do Rio de Janeiro obriga a suspender pagamentos dos funcionários

Devido ao défice no SNS brasileiro, o presidente da Câmara do Rio de Janeiro suspendeu todas as atividades do Tesouro Municipal. Com esta decisão, fica suspensa, até ordem contrária, a realização de todos os pagamentos e demais movimentações financeiras.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro deu ordem para congelar o pagamento de ordenados e outras movimentações financeiras até que seja ordenado o contrário. A medida foi publicada no Diário Oficial municipal, esta terça-feira, em comunicado.

De acordo com a noticia avançada pela G1, a medida afeta o depósito da segunda parcela do 13º salário dos trabalhadores, que seria depositado entre hoje e dia 20, sexta-feira.

O documento, assinado pelo secretário municipal de Fazenda, Cesar Augusto Barbiero, determinou o congelamento do Tesouro às 14 horas, desta segunda-feira.
Em nota, a Câmara do Rio informou que a medida tem como objetivo ajustar as finanças do município, em função dos arrestos determinados pela Justiça para pagar aos serviços de Saúde.

Existem 18,8 mil pacientes graves no Rio em lista de espera

O Rio de Janeiro vive atualmente uma crise financeira na área da saúde sem precedentes.

Na esfera municipal, a carência de profissionais e a falta de recursos é a principal crítica de médicos. “Nunca vi a situação deplorável como está”, afirmou ao jornal G1 o ginecologista e obstetra Raphael Câmara, conselheiro do Cremerj (Conselho Regional de Medicina).

No âmbito estadual, onde a crise começou primeiro, em 2015, com o desajuste das contas públicas, a situação já está mais controlada, mas reclamações de pacientes persistem. Uma comissão chegou a ser criada em 2018 para reavaliar protocolos depois da morte de uma paciente no Hospital Getúlio Vargas provocada pela superlotação e por falta de atendimento.

Já na rede federal, a desordem foi tanta que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, elegeu o “choque de gestão” no Rio como uma das suas prioridades. No início do ano, enviou militares para organizar processos administrativos e financeiros.

A imprensa brasileira relata problemas sérios no sistema nacional de saúde do Brasil. De acordo com os dados da UOL, com base em dados do Portal de Transparência do Sisreg (Sistema de Regulação), existem cerca de 18.825 pacientes com classificação vermelha (a mais grave) a aguardar uma marcação para exames, consultas e até cirurgias. O tempo médio de espera é de mais de 8 meses.

De acordo com o protocolo de atendimento, esses pacientes deveriam aguardar no máximo um mês para a realização dos procedimentos. Porém, existem pacientes à espera de atendimento há anos: a maior espera é de uma pessoa que aguarda consulta em cirurgia vascular para doença venosa desde agosto de 2015.

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